sexta-feira, 12 de março de 2010

Reflexão!!!

Num Brilho Eterno
Quero falar que nem tudo acabou
Ainda existe experança
Tudo acontece se agente entregar
O coração sem reservas
Ao filho de Deus
Brilho o sol pra clarear
A vida de quem encontra a verdade
Que caminha nas ondas do mar
...num brilho eterno
Cristo é o favo de mel pra adoçar
Esse fel que amarga a tua boca
Ele é o farol que te guia no mar
É o amor que explode no peito
E acende a chama do perdão
Se a noite não deixa o teu coração
Lute, não perca a esperança!
Tudo acontece se agente se entregar
O coração sem reservas
   Ao filho de Deus
     O dia vem, 
    A noite vai
Mas a Estrela que nunca se apaga
Permanece pra sempre em teu ser
   Num brilho eterno. 

                                                      Lenilton

terça-feira, 9 de março de 2010

A Função da Igreja

Certa ocasião uma jovem relatou-me que foi questionado a um grupo de jovens qual é a função da Igreja aqui na terra. Ela continuou dizendo que obteve-se várias respostas, dentre as quais: "prestar adoração a Deus"; "ser um verdadeiro adorador"; "ser representante de Deus aqui na terra", etc, etc, etc. Não quero aqui fazer julgamentos à essas respostas, porém, achei oportuno refletir na resposta para tal pergunta, haja vista em nossos dias presenciarmos o surgimento de muitas denominações (não, Igrejas) com os mais variados nomes, bem como os seus mais variados objetivos e finalidades. Uma grande maioria surgem de divisões provocadas por rebeliões. Seus fundadores (ou rebeldes), insatisfeitos com algo em suas denominações de origem, resolvem, ops!, recebem "revelação" de Deus para fundarem um outro ministério ou denominação. Em grande parte o surgimento destas novas denominações (repito, não, Igrejas) deve ao massageio de ego de muitos que querem ser "cabeça" e não "calda", ou ainda para agradar ou servir como opção para determinados grupos: igreja dos surfistas, dos artistas, ops!, dos ex-artistas, dos homossexuais (não é de ex), etc, etc, etc. Pois bem, sem mais delongas (pois se formos falar destes vícios do nossos dias, dará um livro), quero expor aqui de maneira concisa o que penso ser a função primordial da Igreja enquanto estiver nesta terra.
Antes de mais nada, detendo-nos no original da palavra Igreja, teremos o termo grego "ekklesia", que significa "chamados para fora". Num aspecto histórico, os cidadãos de uma determinada cidade eram chamados mediante o toque de uma trombeta, para reunirem-se em assembleia, num local determinado, para discutirem assuntos peculiares à comunidade. Literalmente, Igreja, refere-se a reunião de um povo, por convocação (gr. ekkaleo). Portanto, a Igreja é formada por um grupo de pessoas chamadas para fora do mundo, para formar um povo especial, pertencer a Deus e servi-lo (é válido ressaltar que Igreja, nos termos ora apresentado, refere-se à Igreja como corpo místico de Cristo (1 Co 12), isto é, a Igreja invisível formada por aqueles que se arrependeram de seus pecados e foram redimidos pelo sangue de Jesus, independente de denominação ou organização local aqui da terra).
Cristo Jesus, certa ocasião, interrogou aos seus discípulos o que diziam os homens ser o Filho do Homem. Após ouvir suas respostas, Ele perguntou: e vós o que dizeis que eu sou? Simão Pedro usado pelo Espírito Santo, respondeu: "Tú és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Daí então, o mestre começou a revelar o mistério (Ef 5.32) que até então estava oculto: a Igreja, a qual as portas do inferno não prevalecerá (Mt 16.18). Esta Igreja está edificada em Cristo, não em Pedro (1 Pe 2.4,6,7).
Antes deste episódio, ao convocar os doze que o auxiliaria a fazer a obra terrena, Jesus, deu-lhes poder sobre os demônios e enfermidades, enviando-os a anunciar: "é chegado o reino dos céus" (Mt 10.1-7). Observe que João Batista, antes de Jesus aparecer para iniciar seus trabalhos, começou a pregar da mesma forma, convocando todos ao arrependimento, "porque é chegado o reino dos céus" (Mt 3.2). Logo, se o Reino dos Céus é chegado, então, Jesus havia chegado. E, Ele veio, enviado por Deus para salvar o homem que nele crer (Jo 3.16), pois, devido ao pecado de um homem todos os demais pecaram (Rm 5.12) e ficaram destituídos da glória de Deus (Rm 3.23). Mas, assim como o pecado veio por um homem (Adão), assim também por um homem, Cristo, veio gratuitamente a justificação dos pecados, pela graça, exalada por Ele na cruz (Rm 3.24-26). Assim, o Filho de Deus veio para salvar o mundo e, ao final de seu ministério, já ressuscitado, entregou a principal função aos seus discípulos: anunciar o evangelho, que é poder de Deus para salvação do homem perdido (Rm 1.16). Portanto, diante de tais relatos bíblicos, concluimos que a função primordial da Igreja é anunciar a tão gloriosa salvação. "O progresso real de uma igreja é avaliado por seu alcance evengelistíco, juntamente com seus frutos espirituais, como resultado da semeadura da Palavra de Deus. Todas as demais atividades são importantes, mas a prioritária e incessante é a evangelização" (Pr. Elienai Cabral. Lições Bíblicas (CPAD), 1°. Trimestre 2007: A Igreja e a sua missão). Entendo que o louvor e a adoração fazem parte da natureza da Igreja, ou seja, é algo que lhe é peculiar, afinal, tudo que tem fôlego louva ao Senhor (Sl 150.6).
Por fim, resta-nos pregar este evangelho a tempo e fora de tempo (2 Tm 4.2). Que seja esta obra o nosso alimento (Jo 4.34), porque, quando este evangelho for pregado em todo o mundo, então virá o fim (Mt 24.14). Por isso, não esperemos sentados pelos outros sinais (Mt 24) para chegarmos aos céus. Do jeito que o mundo está, quanto antes formos, para o Céu, melhor!!!

Com Paz e na Paz,

Cristo em Mente.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O último inimigo



Pois é, se você é uma daquelas pessoas que se orgulham de nunca ter cultivado inimigos, saiba que você tem um. E antes que faça conclusões precipitadas, não estou falando do Diabo, muito menos de qualquer pessoa em especial (isto inclui o telefonista de tele marketing). 
Este inimigo, ou melhor, inimiga, tomou ocasião de um erro cometido por nossos ancestrais e desde então nos inflama, debocha de nossa incapacidade em vencê-la, não distingue ninguém, pois, para ela, todos nós somos seus inimigos naturais e ela não vai parar, enquanto houver vivos.
Estou falando da morte, nossa maior e mais poderosa inimiga.
Suas visitas não são agendadas, e não se importa com a condição social de quem a irá receber: ricos ou pobres, não importa, certamente estão em sua lista. Não importa se é um astro pop em franco esforço por recuperar sua imagem, e toma toda forma de medicamento para reduzir as dores ou se é um viciado em crack, jogado nas ruas e abandonado por familiares que se sentem impotentes diante da loucura do vício. Se é um atleta idolatrado, numa manhã de domingo tentado recuperar o melhor de sua história, ou um grupo de jovens de baixa renda, que tentam ter um padrão de vida igual ao dos caras do asfalto mas que não podem esperar tanto tempo e preferem partir para tomar o que “precisam”. Independentemente, todos serão visitados por ela.
Você deve conhecer dezenas de histórias de “mortes bonitas”, mas duvido que deseje vivenciar alguma. Certamente conhece histórias de muitas pessoas que doaram suas vidas em prol de uma causa, seja social, política ou espiritual. Mas, se houvesse um meio de alcançar estas vitórias sem o sacrifício da vida, certamente seria a opção mais aceita.
Mas, porque ela incomoda tanto? Não existem centenas de teorias a respeito da pós-morte? Será que nenhuma delas conforta, consola, ou pelo menos, ameniza a dor dos que ficam? A resposta é mais complexa que a pergunta.
Não adianta criar possibilidades, ela certamente chegará. As plásticas, os métodos, a mais avançada ciência, se mostram incapazes, vãs tentativas de retardar a chegada daquela que ninguém deseja, mas, no final, sempre chega.
Pode causar alívio naqueles que vegetam. Pode até causar alegria naqueles que torceram para que ela chegasse ao lar do desafeto. Mas continuará sendo odiada, rejeitada, enfim, inimiga.
O apóstolo Paulo escrevendo aos irmãos da igreja que estava na cidade de Corinto, ensina a respeito da ressurreição dos mortos e no capítulo 15, versículo 26 ele diz: “O último inimigo a ser destruído é a morte”. Ela que entrou no mundo por causa da desobediência dos nossos pais, permanece marcando sua presença geração após geração. E nós, impotentes, nos confortamos como podemos. Alguns apelam para o ateísmo de ocasião: deixam de crer em Deus porque ele não lhe ouviu quando pediu que seu (sua) amado(a) não fosse tragado pela voracidade mortal da inimiga. Outros insistem em não deixar que este ou aquele se vá, e apela para a mediunidade para continuar com seu ente próximo. E há ainda aqueles que crêem que no fim, todos se encontrarão outra vez, e tudo passará.
Mas, todo consolo parece inútil diante da dor e do estrago que a morte causa. Não há palavras. Não há promessas.
Jesus, na casa de Lázaro, seu amigo que havia morrido há quatro dias, apresenta para Maria, a irmã inconsolável, a esperança de uma ressurreição que, no sentido do que ele deseja mostrar, seria imediata, pois ali se encontrava o autor da vida. Mas ela continuou triste, inconformada. Ao encontrar Marta, a outra irmã, o diálogo não foi muito diferente. Diante da possibilidade de uma ressurreição, Marta continua abatida pela dor causada pela morte. O próprio Jesus, diante do túmulo de Lázaro, chora a tragédia humana daqueles criados à imagem de Deus, e que agora, por conta do pecado, se tornaram mortais, vulneráveis e derrotados.
Talvez nossa maior frustração seja a impotência diante de sua crueldade. Não há armas de defesa. Não há estratégias. Não há esconderijos. Somos obrigados a aceitar os fatos, e estes dizem que somos mortais.
A Bíblia, a maior fonte de fé e inspiração espiritual que a humanidade já conheceu, não diz, em momento algum que a morte é boa ou desejável. Antes, enfatiza sua presença no mundo como fonte de dor resultante do erro humano e de sua rebeldia contra o Criador. Não é natural.
Natural seria o homem viver eternamente. Morrer não é natural. Por isso dói tanto, pois em nós está a imagem daquele que nos criou, e como Ele é, deseja que sejamos: Eternos. Mas isso só pode se tornar realidade quando o pecado for extirpado do meio e para isso morreu Jesus, para que outra vez possamos ter direito à eternidade.
Ser eterno foi sonho de muitos ditadores. É sonho de muitas celebridades. Mas, independente das tentativas, certo é que só quem é eterno e tem a eternidade nas mãos a pode dar. Humanamente falando, ninguém chegará a este ponto. Do ponto de vista cristão, já estamos prontos a recebê-la quando estivermos finalmente com Cristo – a nossa esperança. Ele foi o único que venceu a morte e por isso pode nos dar também a mesma vitória.
“Pois estou certo que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor”.

Publicado por Davi Oliveira no Blog Mente e espirito.

"Oração" Política!!!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A Publicação de conteúdo cristão na internet



De 2007 para cá experimentamos um vigoroso crescimento de blogs evangélicos. Desde o início, a UBE teve um papel ativo na popularização do uso dos blogs por lideranças evangélicas para publicar conteúdo cristão na WEB. Fomos muito criticados por isso, pois havia um pensamento corrente sustentado pela maioria dos blogueiros veteranos da época de que blogs não eram meios de comunicação para qualquer um. E o pessimismo deles era evidente quando exigiam substância de blogueiros que apenas estavam começando.

Tendo iniciado em weblogs a partir de 2004, aprendi que dois anos são o mínimo que alguém precisa para começar a entender os "como, por que, quando, aonde e o quê" de um blog. Estamos nadando contra a corrente dominante, mas focávamos mais além. E começamos a colher os frutos disso em 2009 quando a UBE cresceu de 1.300 para cerca de 6.000 blogs afiliados. Com 20 a 25 milhões de evangélicos, o potencial de publicação de blogs por suas lideranças vai muito além dos 12.000 blogueiros evangélicos que estimamos existirem, hoje. Cem mil blogueiros não é um número utópico para os próximos quatro anos, se considerarmos a implantação da banda larga prometida pelo governo.

Como capacitar tão grande número de blogueiros sejam publicadores por excelência de conteúdo cristão na Internet? Bom, da mesma forma que poucos acreditariam que a UBE alcançaria 10.000 blogs afiliados em 2010, também podemos afirmar que tempos um sonho. E neste sonho podemos ver milhares de blogueiros publicando textos inspirados, eruditos, de assuntos e formas variados para o deleite de milhões de leitores. Isto é possível? É!

O que é conteúdo Cristão?

Conteúdo cristão é tudo que um cristão comprometido com o Senhor Jesus possa escrever. Li recentemente um lindo testemunho de uma moça que está blogando há pouco tempo. Também foi assim que comecei: publicando testemunhos no antigo Portal do Pastor Silas. Como muita gente estava lendo, reuni coragem e busquei conhecimento para começar a publicar no Blogger do Google. Na minha concepção, a melhor plataforma de blogs. É gratuita e o Google armazena e disponibiliza tudo o que escrevemos em sua "biblioteca" de buscas.

Conteúdo cristão é um testemunho, uma crônica, um sermão, esboço de sermão, poesia, poema, informação sobre música, artistas evangélicos, utilidade pública, tecnologia digital, design, cartoon evangélico, missões, jornal da igreja local, fotos de eventos locais, aconselhamento, curso bíblico, apologia, escatologia, comentários sobre qualquer notícia atual, reportagens, tradução de sermões, artigos sobre culinária, artigos sobre saúde, artigos sobre vestuário, beleza, enfim - críticas, compartilhamento de tecnologia e conhecimento sobre blogs - etc.

A criatividade e o compromisso de investir no próprio talento são a trilha para a excelência. Um blog onde somente há postagens de autoria alheia é muito criticado pelos veteranos. Eles detestam copiadores. Sei que não é proibido copiar algum texto (com os devidos créditos de autoria) mas fazer da cópia um costume recorrente, é falta de personalidade. Sobre escrever, nem todos começam como Machado ou Drumond, mas quem investir em muita leitura de bons autores da língua portuguesa vai aprender a escrever bem, para levar muita inspiração e alegria a muitos leitores.

Não é nenhuma utopia acreditar que muitos blogueiros da UBE escreverão livros e serão famosos por suas opiniões na Internet. Mas é preciso ter coragem para começar a escrever. É mais difícil escrever um texto do que criar um blog. Assim que você publica, seu texto estará disponível em qualquer lugar do mundo - graças ao Google. Se você tem o dom de Deus para evangelizar, seu texto inspirado vai exatamente ao encontro da pessoa com quem o Senhor queira falar.

A próxima geração vai se informar na Internet. Se você não estiver por lá escrevendo e publicando, o ateu, o incrédulo e o jornalista que detesta crentes, vão estar ali. Se Deus nos tem dado toda esta tecnologia de comunicação, gratuita, como poderemos enterrar essa oportunidade e deisar sua utilização para o mundo, como aconteceu antes com o rádio e a TV?

Este é o tempo para começar a blogar. Este é o tempo para voltar a blogar. A UBE acredita que há potencial em você para fazer a grande diferença. O Brasil precisa do Senhor Jesus, e uma enorme porta está aberta para falar do amor de Cristo de várias maneiras. Aceite o desafio: publique, aprenda a publicar, invista em leitura e redação, além de convidar outros para ajudá-lo(a) a fazer o mesmo.



Por João Batista Cruzué. Publicado em Olhar Cristão.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Reflexão!!!

Aprenderá a Ouvir
Não é possível ouvir quando você tem compromissos demais. Não é possível ouvir quando está apenas esperando uma pausa na conversa para inserir sua opinião. Não é possível ouvir quando já presume saber qual é o problema, antes mesmo de ele ter sido apresentado. Jesus foi um homem de poucas palavras. Quando caminhava pelas ruas com alguém, perguntava: - O que quer que eu faça por você? Jesus sabia ouvir. Por quanto tempo você consegue ouvir as pessoas? 



Laurie Beth Jones em Jesus Coach. 
Publicado por www.institutojetro.com.br

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nem tudo é o que parece!



Sempre haverá quem se aproveite dos momentos de transição ou crise para rebelar-se contra a ordem estabelecida, seja para o bem ou para o mal. Só precisam de uma justificativa plausível para ficar bem com a opinião pública.

Assim foi com Mesa, rei dos moabitas. Por anos ele serviu a Acabe, rei de Israel. Pagou impostos altíssimos, sem sequer reclamar. Eram cem mil cordeiros, e cem mil carneiros com a sua lã. Mas tão logo Acabe morreu, e seu filho Jorão assumiu seu trono, Mesa se revoltou e resolveu romper com Israel. A troca de gestão foi apenas o pretexto perfeito para rebelar-se.

Jorão, ainda inexperiente, pra não abrir um precedente em seu reino, buscou a ajuda do rei de Edom, e de Josafá, rei de Judá.

Josafá era homem temente a Deus, bem diferente de Acabe, pai de Jorão. Porém, aceitou entrar numa guerra que não era sua. Talvez ambos os reis temessem que a rebelião de Mesa provocasse uma espécie de “efeito dominó”. Abria-se um precedente para que outros reinos se rebelassem, e assim, tanto Israel, quanto Judá e Edom corriam o risco de se tornarem um caos político.

Jorão tentara livrar-se do estigma deixado por seus pais, Acabe e Jezabel. Ele não queria ter o mesmo fim que eles. Em vez deles, ele elegeu outro referencial, Jeroboão. O texto sagrado relata que Jorão “aderiu aos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fizera pecar a Israel” (2 Reis 3:3). Em outras palavras, Jorão trocou seis por meia-dúzia.

Sem consultar a Deus, os três reis saíram em direção a Moabe, pelo caminho do deserto de Edom. “Após andarem rodeando durante sete dias, não havia água para o exército, nem para os animais que os seguiam. Então disse o rei de Israel: Ah! O Senhor chamou estes três reis para entregá-los nas mãos dos moabitas” (vv.9-10). Ora, que direito Jorão tinha de reclamar assim? Fora ele quem decidira por qual caminho subir. Não podemos tomar a soberania de Deus como justificativa para nossos fracassos. Interessante notar que quando o homem é bem-sucedido, usurpa todos os créditos para sim. Mas quando experimenta um fracasso, logo busca a quem culpar. E às vezes, petulantemente, culpa o próprio Deus.

Que bom que Josafá estava ali. Ele poderia estar se perguntando por que havia se metido naquela furada. Mas em vez disso, perguntou: “Não há aqui algum profeta do Senhor, para que consultemos ao Senhor por ele?” (v.11). Eis a diferença entre Jorão e Josafá. Enquanto Jorão buscava respaldar-se em Jeroboão, que foi o rei responsável pela divisão entre Israel e Judá, Josafá buscava respaldar-se em Deus, origem de toda autoridade. Jorão bebia de uma fonte turva e amarga. Josafá bebia de uma fonte cristalina. Jorão se alimentava do pão da rebelião. Josafá se alimentava do pão da vida.

Um dos servos de Jorão respondeu: “Aqui está Eliseu, filho de Safate, que deitava água sobre as mãos de Elias. Disse Josafá: Está com ele a palavra do Senhor. Então o rei de Israel, Josafá e o rei de Edom desceram a ter com ele” (vv.11b-12).

O que interessava a Josafá, era saber com quem estava a Palavra do Senhor. Por que Eliseu? Porque Eliseu havia sido fiel a Elias até a sua partida. A Palavra do Senhor é água cristalina, que só pode jorrar de canais fiéis. Quando o servo de Jorão referiu-se a Eliseu como aquele que“deitava água sobre as mãos de Elias”, Josafá não teve dúvida. Era esse que eles precisavam ouvir. Sua referência era bem diferente da referência de Jorão.

Jorão se espelhava em Joroboão, que usurpou o trono de Salomão. Em outras palavras, Jorão bebia da fonte da infidelidade. Quando Eliseu viu aqueles reis se aproximarem, recusou-se recebê-los. Fitando os olhos de Jorão, Eliseu bradou: “Que tenho eu contigo? Vai aos profetas de teu pai e aos profetas de tua mãe. Porém o rei de Israel lhe disse: Não, porque o Senhor chamou estes três reis para entregá-los nas mãos dos moabitas” (v. 13).

Jorão era um legítimo representante de uma dinastia maligna que se levantara em Israel. Vê-lo fazia com que a memória de Eliseu fosse remetida às perversidades cometidas por seus pais, Acabe e Jezabel. Mas quando percebeu que Jorão se fazia acompanhar de Josafá, Eliseu reconsiderou sua posição, e disse: “Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos, em cuja presença estou, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá, não olharia para ti, nem te veria” (v.14). Ufa! Esta passou por pouco! Que sorte a de Jorão, estar acompanhado de um legítimo representante de uma dinastia iniciada na fidelidade.

O encontro entre Jorão e Josafá era como o encontro entre as águas escuras do rio Negro e as águas limpas do Solimões. Eles se encontram, mas não se misturam. Há convergência, mas não há comunhão.

Em respeito à presença de Josafá, Eliseu decidiu ajudá-los. Mas não sem antes fazer uma exigência: “Mas agora trazei-me um harpista. Enquanto o harpista tocava, veio sobre Eliseu a mão do Senhor, e disse: Assim diz o Senhor: Fazei neste vale muitas covas, porque assim diz o Senhor: Não vereis vento, nem vereis chuva, contudo este vale se encherá de água, e bebereis vós, o vosso gado e os vossos animais” (vv.15-17). Imagine milhares de homens cansados, exauridos, sedentos, tendo que cavar buracos no meio do deserto. Simplesmente não fazia qualquer sentido. Talvez, enquanto cavassem, alguns comentassem entre si: Estamos cavando nossas próprias covas. Mas as coisas nem sempre são o que parecem. O que não faz sentido agora, poderá fazer num futuro próximo. Se ordem de Deus é cavar, então, o que é que está esperando? Cave!

Não se preocupe com os comentários maldosos. Apenas obedeça às instruções divinas, mesmo que não façam sentido. Deus prometera, por intermédio de Eliseu, que viria água capaz de saciar todos os soldados, bem como seus animais. Porém, tais águas não viriam pelos meios comuns. Não haveria chuva, nem vento. Deus faria algo diferente que os surpreenderia.

Aprendi desde cedo que nossos pedidos a Deus devem ser sempre bem específicos. Porém hoje, acredito que quando somos muito específicos, corremos o risco de subestimarmos o Seu poder.

Não podemos colocar nossas expectativas nos meios usados por Deus. Em vez de colocá-las nos canais, devemos colocá-las na Fonte. Deixemos que Ele escolha por quais meios vai nos atender. Afinal de contas, Ele é Deus que decreta os fins e estabelece os meios.

O profeta concluiu:

“Ainda isto é pouco aos olhos do Senhor; também entregará ele os moabitas nas vossas mãos”(v.18).

Epa! Espera aí! O que é que eles estavam fazendo ali no meio do deserto? Qual era o seu objetivo inicial? Eles não estavam ali à passeio, estavam? Óbvio que não. Seu objetivo era o empreendimento de uma campanha militar. A escassez de água fez com que eles se esquecessem do propósito original de sua jornada.

Quantas vezes deixamos de ser guiados por propósito, pra ser guiados por necessidades? A vida só faz sentido quando mantemos o foco num propósito maior que nossa própria existência. Não vela a pena viver apenas em função da manutenção da própria existência. Jesus disse que a vida vale mais que o alimento.

Não deixe que suas necessidades imediatas ofusquem seus objetivos principais. Muitas pessoas são induzidas a pensar que seu relacionamento com Deus só serve para o suprimento de suas necessidades. O “deus” que elas cultuam está mais para o gênio da lâmpada de Alladin, do que para o Deus revelado nas Escrituras.

É claro que Deus se interessa em suprir nossas necessidades! Se não, Paulo não teria dito: “E o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo a sua gloriosa riqueza em Cristo Jesus” (Fp.4:19). Entretanto, isso ainda é pouco aos olhos do Senhor.

O próprio Jesus demonstrou isso, ao declarar: “Portanto, não andeis ansiosos, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? (...) De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas elas. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt. 6:31,32b).

Ele quer nos suprir e saciar, pra que prossigamos na execução dos Seus propósitos neste mundo. Cuidado para não transformar os meios em fins!

Voltemos para o texto que estamos considerando:

“Na manhã seguinte, na hora da oferta dos cereais, vinham as águas pelo caminho de Edom, e a terra se encheu de água” (v.20).

Não me pergunte como, que não saberei lhe responder. Só sei que a promessa de Deus se cumpriu. As águas irromperam e vieram pelo caminho de Edom. Interessante notar um detalhe: as águas vieram justamente da terra daquele rei cujo nome sequer é citado no texto. Os figurões eram Jorão e Josafá. O rei de Edom estava ali só de figurante. Mas foi de lá, de Edom, que as águas jorraram.

Deus gosta de fazer surpresa. Ele faz com que a provisão venha por canais que não esperamos, para aprendemos a depender da fonte, e não de um canal específico. A história não termina aqui. Há uma guerra a ser travada.

“Ouvindo todos os moabitas que os reis tinham subido para pelejar contra eles, convocaram-se todos os que cingiam cinto desde o mais novo até o mais velho, e puseram-se às fronteiras. Levantaram-se os moabitas cedo de manhã e, brilhando o sol sobre as águas, viram diante de si as águas vermelhas como sangue, e disseram: Isto é sangue! Certamente os reis se destruíram, e se mataram um ao outro! Agora, à presa, moabitas!” (vv.21-23).

Você sabia que Deus também faz pegadinhas? Ele sabe o quanto somos enganos por nossas próprias percepções. Lembra das covas que Eliseu mandou que cavassem? A que propósito serviriam? Confundir os inimigos.

Os moabitas foram enganados por seus sentidos. O reflexo da luz solar sobre as covas cheias de água, produziu um efeito que sugeria sangue. A seu juízo, os exércitos ali reunidos tinham brigado entre si, e se auto-destruído. Por isso, guardaram suas espadas, e foram afoitos em busca dos despojos. Quando entraram no arraial... SURPRESA!

Os soldados já estavam prontos para dar-lhes a recepção que mereciam. Nem tudo parece o que é. Somos sempre ludibriados por nossos sentidos e emoções. Por isso, deixe-se conduzir por convicções, não por emoções; por propósitos, não por necessidades.

Por que ficar preocupados com aquilo que dizem sobre nós? Não temos que provar nada a ninguém. Que pensem o que quiserem! Que achem que estamos cavando nossa própria cova. Ou que nos autodestruímos. A verdade sempre prevalecerá! O tempo a revelará.

Por Hermes Fernandes publicado por Genizah

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Alguns "Melôs" da Gospel Music



Melô do crente com dor de barriga
"Eu quero me esvaziar de mim..."
(Me Esvaziar - Nívea Soares)

Melô da Declaração do Imposto de Renda
"Restitui, eu quero de volta o que é meu..."
(Restitui - Apascentar de Nova Iguaçu)

Melô do terrorista
"Incendeia, Senhor, a tua noiva... Incendeia, Senhor, a tua igreja..."

Melô do endividado
"Não posso pagaaaaarrr... Não posso pagaaaaar... Tudo o que eu faço é tão pouco..."
(Não posso pagar - André Valadão)

Melô da amnésia
"Quem eu sou? Quem tu és? Quem tu queres que eu seja?"
(Filhos do Homem)

Melô do esquizofrênico
"Quando estou em tua presença..
Dá vontade de pular
Dá vontade de dançar
Dá vontade de gritar
Dá vontade de correr"
(Diante de Ti - Quatro por Um)

Melô da loira crente
"Se tu olhares, Senhor, pra dentro de mim, nada encontrarás..."
(Preciso de ti - Diante do Trono)

Melô do guloso
"Como um farol que brilha a noite
Como ponte sobre as águas
Como abrigo no deserto
Como flecha que acerta o alvo..."
(Aline Barros)

Melô do bonecão de posto
"O vento sopra e me balança pra lá e pra cá, mas eu não caiu não, nem saio do lugar."

Melô da chapinha
"Quando a tempestade vem, quando a tempestade vem, tudo se transformaaaa"
(Quando a tempestade vem - Diante do Trono)

Melô do papa anjo
"Tu és a minha coroa..."
(Diante do Trono)

Melô do celular no vibracall
"Quando sinto teu toque, tudo em mim estremece..."
(Clamor pelas nações)

Publicado em cristaoconfuso

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

É melhor fazer as pazes

Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo.
Mateus 5.23-26



Por Pr. Edmilson




Jesus disse que, se chegarmos diante do altar para cultuarmos a Deus e nos lembrarmos que existe alguém ressentido conosco, devemos procurar esta pessoa para uma reconciliação, pois, não é possível cultuarmos a Deus, tendo alguém ferido por nossa causa. Nem sempre é fácil procuramos certas pessoas para conversarmos, há pessoas que são “osso duro de roer”. Mas, sem dúvida alguma, devemos tentar. O Senhor Jesus disse que só depois que fazermos isso é que podemos cultuar a Deus de maneira correta. Só depois de uma reconciliação, nossas mãos estarão limpas e poderão ser levantadas a Deus: “que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira, nem contenda” (2 Tm 2.8).
É bom que façamos isso enquanto estamos “a caminho”. O “caminho” é a jornada de nossas vidas. Um dia, esta jornada terminará e todos nós compareceremos diante do Criador para prestarmos contas do que fizemos com nossa vida. “Aos homens está ordenado morrerem uma só vez, depois disso vem o juízo” (Hb 9.27). É bom pensarmos nisso. Chegar ao fim da jornada com mágoa de alguém, ou se deixarmos que alguém chegue ao fim da jornada com pendências conosco fará com que tenhamos problemas no grande dia do acerto de contas. Ali, muitos galardões serão perdidos, por não se saber resolver problemas com outros enquanto se estava aqui, “a caminho”.
Paulo havia brigado com Barnabé, pois não queria levar Marcos com eles em sua segunda viagem missionária. Barnabé achava que deveriam dar uma nova chance ao moço que antes os havia abandonado. A briga foi feia! Foi um para cada lado (Atos 15.37-39). Mas, pouco antes da jornada de Paulo terminar, ele mandou um recado: “manda-me Marcos, porque ele me é útil” (2 Tm 4.11). Paulo era homem de verdade, pois somente homens sabem resolver seus problemas de relacionamento. Já crianças, ficam de mal, pois afinal “foi ele quem começou”. Mas, até elas cedo aprendem a saborear a alegria de ficar de bem de novo.
Aqui, durante a jornada, muitos são jogados na prisão por não saber se relacionar com os outros. A vida de muitos tem se tornado uma prisão, sem paz e sem brilho, cheia de amargura. Jesus disse que fica-se nesta prisão até que se pague o último centavo. Então vale a pena pagar o preço que for preciso, se humilhar, engolir o orgulho, abrir mão até de sua razão. Mas, na prisão é que não podemos ficar.
Meu querido, reconcilia-te com quem for preciso enquanto estás a caminho, pois, um dia a jornada da vida acabará e, ai daquele que deixar para resolver as pendências com os outros somente do lado de lá da eternidade!

Publicado em Reflexões e divulgado por Genizah