quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Centenário AD Brasil


É chegado o ano do Centenário da Assembléia de Deus no Brasil. Por isso, até o mês de junho, quando acontecerá o ápice das comemorações, estaremos postando informações, documentários, noticias, pesquisas e imagens que dizem respeito não só às comemorações do centenário, mas também sobre a denominação e sua história. Assim sendo, começo com o texto abaixo:

Pesquisa exalta a mulher na expansão da AD
Para sociólogo, Frida Vingren foi revolucionária


A festa já começou. Agora em 2011, a maior igreja protestante do Brasil, a Assembleia de Deus, completa 100 anos. Embalados pelo fogo do Espírito Santo, os assembleianos ajudaram a fazer do Brasil uma potência evangélica através de grandes líderes, cruzadas memoráveis e também da gente simples que compõe grande parte da membresia. Foi nas reuniões de oração, nos círculos de oração e nos bancos da Escola Bíblica Dominical que o povo da Assembleia de Deus (AD) construiu uma trajetória de magníficos serviços ao Reino de Deus.

Apesar dessa história já ter sido contada inúmeras vezes e de várias maneiras, algumas obras nos últimos anos tem trazido mais detalhes e procurado preservar a memória da denominação, como as inovadoras História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil eDicionário do Movimento Pentecostal, da CPAD, lançados em 2004 e 2007 respectivamente. O sociólogo Gedeon Freire de Alencar, membro da Assembleia de Deus Betesda e diretor pedagógico do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos, também procurou fazer o mesmo há alguns anos, transformando sua dissertação de mestrado no livro Assembleias de Deus – Origem, implantação e militância (1911 – 1946), recém-lançado pela Arte Editorial.

Na obra, Gedeon passa a limpo o período, levanta ideias polêmicas - algumas delas rebatidas posteriormente em pesquisas posteriores de outros estudiosos da história da denominação - e faz uma análise dos primeiros anos da igreja. Segundo seu livro, o surto de crescimento da AD acompanhou o processo de desenvolvimento e fatos históricos e econômicos do país. A crise da borracha, por exemplo. Quando os seringais da Amazônia perderam terreno ante a concorrência internacional, entre os anos 1915 e 1920, mais de 200 mil trabalhadores retornaram para suas cidades de origem – muitos dos quais já convertidos ao Evangelho através do ministério da AD. E levaram consigo a fé avivada para regiões como o Nordeste, o Sul e o Sudeste, que logo viam nascer templos da denominação.

“Se considerarmos as condições de transporte e comunicação da época, bem como a perseguição católica e os preconceitos contra negros e mulheres, é um milagre de Deus a igreja ter alcançado o país em duas décadas”, diz Gedeon. O livro também destaca um ponto obscuro: a importância de Frida Vingren, mulher do pioneiro sueco Gunnar Vingren, que implantou a igreja em Belém (PA) junto com o compatriota Daniel Berg.
O que mais o surpreendeu o autor durante suas pesquisas fora a importância de Frida Vingren na estrutura da igreja. "Qual jornal no mundo, na década de 1920, tinha uma mulher como redatora chefe? Ao ler e tabular os artigos do jornal Boa semente (1919-1929), precursor do Mensageiro da Paz, percebi a presença de Frida e de outras companheiras na equipe. Convenhamos, era uma vanguarda na questão de gênero, coisa que nenhum movimento feminista teve em nenhum lugar do mundo", impressiona-se.

Para Alencar, a maior e mais evidente contribuição da Assembleia de Deus ao Evangelho no Brasil foi a renovação espiritual, típica do pentecostalismo assembleiano. Outro ponto de destaque é a valorização dos excluídos. "Em qual igreja, nas primeiras décadas do século 20, um indivíduo pobre e semiletrado poderia pregar, ler a Bíblia, cantar, dirigir um conjunto, ter oportunidades? Ainda hoje, nas regiões mais periféricas, são essas igrejas que dão nome, dignidade e valor aos excluídos. Um verdadeiro trabalho de inserção social. As Assembleias de Deus são o mais importante segmento pentecostal do país, pelo tamanho e pela contribuição que já deu", diz o historiador.
Fonte: CPAD News / Cristianismo Hoje




segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Os fariseus de hoje!!!





São os exterminadores da liberdade alheia, que excluem sumariamente as pessoas e se afastam delas, achando que são muito melhores do que elas.
São os que usam luvas de assepsia e jogam no lixo os diferentes, os quais diferem deles quanto ao estilo, conceitos, doutrina, postura moral, ética e religiosa.
São os que têm “complexo de São Pedro” por se julgarem acima da lei, se achando no direito de abrir ou fechar as portas do céu de acordo com seu julgamento distorcido, separando antes do tempo determinado o joio do trigo, quem é salvo ou não, quando Jesus proíbe veementemente tal atitude.
São os que pensam que estão sozinhos no mundo, e acham que eles e sua igreja, serão os únicos que vão ser salvos, e sua doutrina, teologia, liturgia e preceitos morais são os únicos certos e todos ao redor estão errados.
São os que se prendem a teias de legalismos tentando comprar a graça de Deus com obras humanas e ofertas de desempenho pessoal. Estes, na prática, esperam ainda obter o favor de Deus, com boa moralidade e bom comportamento, anulando assim, completamente o sacrifício de Cristo na cruz.
São os que colam máscaras de religiosidade na cara para impressionar o mundo, assumindo ridículas atitudes de bajulação e arrotando vantagens, tecem grandes relatos de proezas espirituais exacerbadas.
São os que ficam à espreita da liberdade dos outros, criticando e disseminado suspeitas de todo tipo, visando salvar sua própria reputação e descobrir e expor à vergonha a reputação de quem não concorda com sua maneira hipócrita de ser.
Se nos tempos de Cristo os fariseus eram os líderes religiosos de sua época,os anciãos do povo, os que cpmpunham o Sinédrio, os líderes que detinham o poder religioso e mantinham o status quo econômico da nação, os fariseus de hoje também compõem grande parte da liderança das igrejas de hoje. Eles são os que se assentam nos concílios, nas juntas administrativas, nas comissões gestoras das organizações eclesiásticas, e se reúnem como donos e os chefes das grandes corporações da fé.
São, no entanto, aos olhos infalíveis de Jesus, hipócritas (atores que atuam com máscaras) que disseminaram ervas danosas no meio do trigo da igreja.
Sua atitude, apesar do alto teor moral, é tida diante de Deus, como palha que queima e que, ao passar pelo crivo do fogo purificador dos olhos do Rei, só sobrará cinza e poeira.
São os que ainda hoje Jesus chama de cobras venenosas, sepulcros caiados, bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e todo tipo de imundície, os que coem um mosquito e engolem um camelo, guia de cegos, e dignos do inferno.
São esses aos quais Jesus disse que o honram com os lábios mais seu coração está longe Dele, e que adoram a Deus em vão, e cujos ensinos não passam de regras ensinados por homens.
Fico pensando em quão inconsistente é, para Jesus, tanta pompa, tantas construções, tantos cursos infindáveis de educação religiosa, tantas regras proibitivas, tantos sistemas complexos, tantos preceitos inócuos, e que no final pouca coisa sobrará de útil para o Reino, e quase nada que perdurará para vida eterna.
Não seja nem consinta ser um fariseu de hoje. Sai das fileiras da hipocrisia, e venha se alistar no exército dos filhos da luz, que andam na verdade, na simplicidade do Reino e que não tem outra motivação que não seja agradar ao Rei oferecendo um coração sincero e transparente, e motivações que advém do coração, por saber que Ele se compraz (se alegra sobremaneira) da verdade no íntimo.

Por Lucas Conceição / Publicado no Blog do Lucas.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Teólogos discutem as causas da tragédia na Região Serrana



Uma reunião emergencial é convocada pelo conselho de teólogos da cidade. Teólogos de diversas correntes  se reunem para debater as causas espirituais da tragédia que atingiu a região serrana do Rio, provocando a morte de centenas de pessoas. Um deles toma a palavra e afirma com convicção:

- Meu caros colegas, a razão pela qual sobreveio tão grande mal sobre elas é que estas cidades foram fundadas por um imperador promíscuo. Só há uma maneira de quebrar esta maldição: façamos um ato profético de troca de nome e refundação de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo. Sugiro que passem a chamar-se respectivamente, Igrejópolis, Cristópolis e Nova Jerusalém, e que sobrevoemos cada uma delas derramando vasos de unção vinda de Israel.

Percebendo o clima de rejeição provocado por sua proposta, o tal teólogo preferiu pedir licença e deixar a conferência, levando consigo uns três ou quatro companheiros.

Depois de alguns murmurinhos, outro teólogo se levanta e com voz impostada diz:

- Senhores, tudo isso é apenas prenúncio do fim do mundo. Nada há que possamos fazer para reverter isso. As coisas vão ficar cada vez pior, até que Jesus volte para nos remover deste mundo e entregá-lo de vez ao diabo.

Sua palavra foi interrompida por aplausos. Esta parecia a melhor resposta a ser dada para tentar explicar a situação, e com isso, impedir que sua cátedra fosse desacreditada.

Fazendo sinal de silêncio, outro teólogo toma a palavra e afirma como que sussurrando:

- Meus nobres companheiros, Deus não tem nada a ver com isso. Ele está tão surpreendido com a tragédia quanto cada um de nós. Ele até poderia ter evitado se tão somente difesse conhecimento prévio dela. Mas vocês sabem… Ele só conhece o que se pode conhecer. O futuro lhe é um incógnita. Por isso, não o responsabilizemos por isso.

Seu discurso foi interrompido por outro teólogo, que vociferava:

- Quanta bobagem! Deus é Soberano! Ele mesmo provocou tudo isso! E quem somos nós para discutir sobre Seus desígnios! Estas cidades estão sob o juízo divino. Assim como todo o Estado do Rio de Janeiro, com sua prostituição infantil, seus carnavais, suas oferendas a Iemanjá e sua corrupção política e policial.

O clima esquentou na reunião. Ninguém conseguia entender o que o outro dizia. Uns gritavam: É o fim do mundo! O outro: Jesus está voltando!

De repente, entra na sala outro teólogo com sua roupa imunda de lama. Todos se calam pra saber o que se passou e qual a posição daquele colega atrasado.

Com a voz rouca e embargada, o teólogo se desculpa:

- Queridos, perdoem-me o atraso. É que eu estava ajudando a socorrer as vítimas. Não tive tempo nem de banhar-me para a reunião.

- E qual sua posição acerca desta tragédia? perguntou o que presidia a mesa.

Pelo que respondeu:

- Nada tenho a declarar. 

Depois de alguns segundos de silêncio, ele completou:

- Estou liberado? Posso retornar ao meu trabalho?


Por Hermes C. Fernandes. Publicado aqui.

Ano Novo - Rio - Tragédia!

É gratificante quando rompemos para um novo ano. Ter o privilégio de vivenciar mais uma virada de ano é muito significante, haja vista muitos não conseguirem chegar. Junto com o novo ano vem o renovar de sonhos e projetos.
Contudo, infelizmente, além da busca de novas realizações, no florescer do novo ano, já nos preparamos para os acontecimentos no Sudeste do país, quanto as chuvas de verão, que muito se intensificam no mês de janeiro. Tornou-se uma desalentadora rotina de todos os brasileiros a cada início de ano, ver famílias inteiras serem ceifadas por tragédias naturais. Reportagens intensas e extensas mostram o sofrimento, a angústia, a desesperança, as incertezas do futuro e o choro, muitas vezes incontido, de pessoas que perderam móveis, roupas, documentos, casas e os mais dolorosos: pai, mãe, filho (a), avô, avó, neto (a), sogro (a), genro, nora, cunhado (a), amigos.
Em 2011, repito, infelizmente, não foi diferente. Até o encerramento desta postagem já estavam contabilizados 510 mortos e mais de 13 mil desabrigados, deixando todos o país em luto, por mais esta tragédia anunciada, tendo em vista que os governantes têm conhecimento do que fazer, porém, a falta de compromisso em arregaçar as mangas e encarar o problema e solucionar é inexistente. É fato que  não se resolve completamente de um ano para o outro, mas é necessário um posicionamento firme poder público para atenuá-lo ano após ano, senão continuará num erro recorrente: só fazer algo quando corpos estão sendo enterrados.
Diante de mais uma tragédia, rogamos a Deus que conforte aos enlutados e conceda forças a todas as famílias para recomeçar, não só o ano, mas também suas vidas. Finalizo esta postagem com o ecoar da resposta de um morador quando perguntado sobre o que fazer diante daquela situação: "Agora é recomeçar. Deus tirou, mas dá de novo".

Quer ajudar? Veja como no Blog do Hermes Fernandes.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O que é a ficha limpa


O projeto Ficha Limpa foi aprovado pelo Senado. Os senadores levaram apenas uma semana para analisar a proposta para dar tempo de valer para as eleições de outubro. O projeto, de iniciativa popular, barra a candidatura de políticos condenados pela Justiça.

Leia abaixo como era e como vai ficar com a aprovação do projeto:

QUEM FICA INELEGÍVEL

Como é hoje: só os condenados com sentença transitada em julgado (sem possibilidade de recurso) ficam inelegíveis.

Como fica com o Ficha Limpa: condenação decidida por decisão colegiada deixa o político inelegível. Porém, o mesmo pode recorrer e, se conseguir liminar, pode se inscrever na eleição.

TEMPO DE INEGIBILIDADE

Como é hoje: o período de inelegibilidade varia de três a oito anos, a depender do crime.

Como fica com o Ficha Limpa: o político condenado pela Justiça fica oito anos inelegível.

CRIMES PREVISTOS NA LEI
Como é hoje: ficam inelegíveis condenados sem possibilidade de recurso pelos crimes contra economia popular, mercado financeiro, administração pública, fé pública, patrimônio público, tráfico de entorpecentes e crimes eleitorais.

Como fica com o Ficha Limpa: além dos crimes já previstos hoje, ficam inelegíveis também os condenados por decisão colegiada acusados de crimes de abuso de autoridade, lavagem ou ocultação de bens; racismo; tortura; terrorismo; crimes hediondos; trabalho escravo; crimes contra a vida; abuso sexual; formação de quadrilha ou bando; ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público; e enriquecimento ilícito.

CRIMES PRATICADOS NO EXERCÍCIO DO PODER

Como é hoje: quem tem cargo público na administração pública direta ou indireta que é condenado por abuso de poder econômico ou político fica inelegível por três anos. É comum que as decisões da Justiça saiam no final do mandato de quatro anos do político. Assim, na eleição seguinte, ele pode se reeleger.

Como fica com o Ficha Limpa: os mesmos ficam inelegíveis por oito anos seguintes à decisão.

POLÍTICOS QUE RENUNCIAM PARA NÃO SEREM CASSADOS

Como é hoje: político ameaçado de ser processado e renuncia para não ter o mandato cassado pode se candidatar na eleição seguinte

Como fica com o Ficha Limpa: presidente da República, governadores, prefeitos, deputados federais e estaduais, senadores e vereadores que renunciam para não perder o mandato ficam inelegíveis nos oito anos subsequentes.

PROFISSIONAIS PROCESSADOS

Como é hoje: político que tenha sido demitido do cargo profissional por decorrência de infração ética e profissional não tem impedimento para se candidatar.

Como fica com o Ficha Limpa: profissional excluído da profissão por infração ética fica inelegível. Funcionários públicos demitidos após processo administrativo ou judicial também. Ainda membros do Ministério Público que tenham perdido o cargo por processo disciplinar ficam fora das eleições.

Veja também:

Ouça a íntegra do debate que reunião ONGs pró-Ficha Limpa no 'Estadão'

Especial mostra quais entidades apoiam o Ficha Limpa; veja

Íntegra do projeto Ficha Limpa

Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa -- Sistema de consulta de políticos processados e condenados por improbidade.

Por Lucas - Publicado no Blog do Lucas

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Vende-se


stou impressionado com a força e a forma que o Mercado tem tomado. Tudo, quase que absolutamente, está direta ou indiretamente envolvido nesta idéia. Me assusta a atribuição de valor mercadológico a quase tudo. Tudo pode ser comprado ou vendido. Um certo advogado que ocupou um cargo de grande responsabilidade moral e ética em nosso estado, em reunião com seus colaboradores disse: “Todo homem tem seu preço. Eu tenho o meu, mas aqui ninguém pode pagá-lo”.

Estamos mergulhados até a alma neste oceano mercadológico. Querem ver?

Vende-se felicidade. Pois é, por pouco mais de R$12,00 você pode ser uma pessoa feliz, porque comprou e comeu um BigMac, ou melhor, por R$1,50 você é feliz e transmite felicidade ao mundo inteiro abrindo e bebendo uma Coca-Cola. Felicidade, para o mercado, é consumir.

Aqui está um mal de nosso século. Não somos mais pessoas, somos consumidores. Não temos identidade, temos cartão de crédito. Não pensamos, somos convencidos.

Não importando qual seja o partido e suas “ideologias”, os candidatos não vêem pessoas, vêem votos; não vêem problemas sociais, vêem plataformas eleitorais; não vêem necessidades urbanas, vêem oportunidades de autopromoção. Há décadas o modus operandi deles é o mesmo: visitar as favelas e os guetos em tempos de eleição e depois sumirem. Por que? Porque as pessoas são consumidoras, seja de idéias, seja de promessas, ou sonhos, nós somos alimentados a depender e consumir. A política é feita para manter as grandes empresas grandes, os consumidores consumindo, e a engrenagem girando.

Observe as propagandas de carros. Alguém já viu nestas chamadas um conselho aos telespectadores do tipo:

“Cuidado! Só compre se você realmente tiver condições de pagar. Isso não é uma necessidade, é apenas um luxo dispensável”

Você nunca verá. Por quê? Porque o mercado não se importa se você está com as contas atrasadas, se precisa reformar a casa porque o telhado está quase caindo, ou se gasta metade do orçamento com medicamentos, ele apenas diz: 

- Compre a super tela de última geração porque a sua é antiquada e não serve mais. 

- Compre o carro novo porque agora a maçaneta é prateada e os pneus vem com neon de série.

- Compre! Compre! Compre! Gaste! Se endivide! Não importa se perderá noites de sono tentando pagar o carro novo, o importante é que seu visinho vai morrer de inveja toda manhã quando vir você saindo de carro zero! Isso te lembra uma propaganda?

E a igreja? E o evangelho? Está no mesmo caminho.

Os cultos são shows. As ovelhas são clientes. Os pecadores são o público alvo. Os pastores são mega-empresários. Os obreiros são gerentes. A palavra é a mercadoria, vendida à preço de banana (ou de rosa ungida, água do rio Jordão, etc...). A bíblia se tornou um “mercado” tão lucrativo, que nos últimos dez anos, foram publicadas no Brasil mais de 40 modelos. Tem bíblia pra tudo e pra todos. É apenas uma preocupação em tornar a palavra atraente a todos os tipos de pessoas? Sim e não. Aí também está envolvido o interesse comercial. Muitos dos líderes e formadores de opinião de nossas denominações não estão nem um pouco preocupados com o Reino de Deus. Querem ser reis no mundo. Não se contentam apenas em ser populares, querem ser populares e ricos. Querem fama, sucesso e poder. Então se vendem ao mercado e colocam preço nas ovelhas. Pasmem, mas ouvi há alguns dias atrás que um pastor ofereceu a outro a igreja, com tudo dentro por certa quantia em dinheiro. Quando ele disse tudo dentro, incluía os membros. Ou seja, para ele os bancos, o púlpito, o equipamento de som, e as pessoas, digo, os membros, são todos parte do “patrimônio” da igreja.

Vende-se de tudo. Tudo tem preço. A honra, a ética, a moral, o nome, a vida.

Fico chocado com as notícias de exploração sexual, tanto infantil como de adultos. O ser humano reduzido a um boneco vivo de satisfação dos desejos mais horrendos do coração das pessoas. Na estrada, altas horas da madrugada uma criança de 11 anos desfila e se expõe como uma porção de carne na vitrine do açougue. Ela não tem pai, nem mãe. Mas, e daí, problema dela, cada um se vira como pode. Na corrida pelo sucesso não há tempo de parar e socorrer outros, afinal, ela pode se tornar uma concorrente, e acabar sendo mais feliz que eu. 

Eu estou tateando em busca de uma ínfima partícula de similaridade desse homem mercante com o criador doador dos dons. Não estou conseguindo ver... Sequer sentir.

O jovem se tornou bem sucedido. Agora tem uma moto, um carro, anda com as mulheres mais bonitas e desejadas do “pedaço”. Veste-se com as grifes da moda. Enquanto bebe com seus amigos, chega um de seus clientes; maltrapilho, fede como um cão, está tão magro que é possível visualizar cada osso de seu rosto. Tem nas mãos um celular de última geração, foi roubado mas, e daí, não importa os meios, o que importa é que ele tem com que barganhar mais quinze segundos de prazer. O jovem bem sucedido não se importa, e não faz questão de esconder isso. É um cliente. É uma fonte de lucros. Sustenta sua vida feliz, mesmo que para isso, tenha acabado com qualquer alegria de uma família inteira. Não lhe importa o fato de o pai daquele resto de gente ter morrido em depressão ao ver seu único filho aos quinze anos se enterrar vivo no crack, se seus primos, tios, mãe, amigos, todos foram golpeados mortalmente pela miséria do estado em que ele se enfiou. O jovem bem sucedido toma o aparelho das mãos ossudas do rapaz e em troca lhe dá uma pequena pedrinha, que lhe dará uns vinte minutos de prazer e fuga e então lhe lançará no inferno abissal. Mas o mercado está feliz porque o jovem encontrou uma fonte de lucro rentável e permanente, que não requer muitas inovações e tem público cativo (literalmente).

Meus queridos, não permitam que colem uma etiqueta em suas costas e lhe atribuam valor de mercado.

A felicidade não está nas coisas. Por mais que tenhamos e tenhamos. Somos mais infelizes. A felicidade está na comunhão com Deus e com os outros. Naquilo que ele nos deus de maior valor: A esperança de vida eterna.

“Se esperarmos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis dos homens” ICo. 15.19


Por Davi Oliveira - Publicado no Blog Mente e Espirito.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Para que serve a nota fiscal


Para muitos, notas e cupons fiscais são simples pedaços de papel que não significam muita coisa! Para que pedir um pedacinho de papel, que minutos depois você vai colocar na sesta de lixo mais próxima? Porque exigir uma nota fiscal do posto de gasolina ou do supermercado, quando todos sabem que o funcionário do local, vai fazer cara feia e inventar um monte de desculpas para não lhe entregar o tão valioso pedacinho de papel?
Costumamos reclamar sempre que o país não vai para frente, que os políticos não são pessoas confiáveis e coisas desse tipo. Só que ao não exigir a nota ou o cupom fiscal, você vai está contribuindo para um crime! Ao não emitir o documento fiscal, o comerciante, está deixando de pagar impostos, e isso significa menos escolas, menos hospitais, menos obras públicas. Ao exigir a nota ou cupom fiscal você tem a garantia que comprou tal produto ou prestou serviço à determinada empresa.
Quando o contribuinte, deixa de emitir uma nota fiscal de mercadoria, o imposto mais negado é o ICMS (Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação). Mas também se nega imposto no caso da prestação de serviço, o ISS (Imposto sobre Serviço).
As penalidades previstas em lei, para quem sonega imposto, é na ordem 100% quando o imposto é o ISS e 200% quando o imposto é o ICMS. Esses valores são cobrados em cima do valor que foi sonegado. “O comerciante tem a obrigação de emitir o cupom fiscal, mesmo que o comprador não peça! O mesmo se aplica a nota fiscal! Se o comparador a exigir, o comerciante tem a obrigação de emiti-la, mesmo que o serviço prestado tenha sido um abastecimento simples em um posto de gasolina. Para recolhimento de impostos, o cupom fiscal tem o mesmo valor da nota fiscal”

Por Lucas, Prof°. Licenciado em Matemática, membro da Igreja Batista Betel em Pau Brasil, editor do Blog do Lucas.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Crescimento da Igreja Primitiva!

É inegável e indiscutível a relevante ação do Espírito Santo no início da Igreja no livro de Atos dos Apóstolos. Como conseqüência pela obediência de atender ao Senhor Jesus Cristo, quando ordenou que todos ficassem em Jerusalém para receber poder do Consolador (At. 1.4; Jo 14.26), os discípulos que perseveraram unanimente em oração tornaram-se mais capacitados para a boa obra, quando do alto foi derramado unção do Espírito e falaram em outras línguas. Com certeza esse fato marcou o início da Igreja do Senhor na terra, dotada de poder e virtude.
Porém, apesar da efusão do Espírito Santos no dia de Pentecostes, a Igreja Primitiva cultivou algumas ações, motivados pelo Espírito Santo, claro, que contribuíram para um significativo acréscimo de cristãos com qualidade. Em Atos 2.42 estão explícitas essas atitudes. Vejamos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”:

a) E perseveravam na doutrina dos apóstolos...” – Em uma das definições de perseverar temos: “conservar-se firme e constante (num propósito); continuar”. Assim sendo, concluímos que, os novos crentes, não obstante a unção que recebiam após a conversão, conservavam-se firmes e constantes no propósito de meditar e conhecer as doutrinas apostólicas. Como cristãos autênticos temos ciência que a Palavra de Deus é viva, é eficaz, é mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, penetra a divisão da alma, do espírito, e das juntas e medulas e, é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração (Hb. 4.12), ou seja, é o nosso sustento espiritual. Destarte conhecermos essa verdade, movidos pelas ocupações desta vida, deixamos de “perseverar” nessa Palavra diariamente para alcançarmos a perfeição espiritual (Ef. 4.13), estando prontos para manejar essa verdade (2 Tm 2.15), para respondermos com mansidão e temor a qualquer que pedir a razão da nossa esperança (1 Pe 3.15). Fazendo assim, não estaremos cometendo erros (Mc 12.24) que nos afastem de Deus, pelo contrário, estaremos praticando a recomendação do profeta Oséias: “ Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor... (Os 6.3ª).

b) ... e na comunhão... – Assim como na doutrina, conservavam-se firmes e constantes no propósito de manterem a comunhão (gr. Koinonia), isto é, “tendo em comum, sociedade, companheirismo, denota: a parte que alguém tem em algo, participação, companheirismo reconhecido e desfrutado” (Dicionário Vine, pág. 485, CPAD). Esse partilhar de experiências e interesses comuns dos cristãos da Igreja, fomentava a união espiritual e fraterna dos irmãos, proporcionando a cada um deles suprimir a falta existente, uma vez que “vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade” (At. 2.45).
c) ... e no partir do pão... – Como conseqüência da genuína comunhão que vivenciavam, partiam o pão de casa em casa e comiam juntos com alegria e singileza de coração (At 2.46). Pão no Livro Sagrado, metaforicamente, representa o sustento da vida. Por isso, o Senhor Jesus intitulou-se “o pão da vida” (Jo 6.48), ou seja, Ele (Jesus) é o sustento da vida (Jo 15.5). Como importante trabalho social, os cristãos primitivos, fracionavam o pão entre si, saciando a fome física do necessitado e não deixava de anunciar o “pão” para o alimento espiritual: Jesus!

d) ... e nas orações... - Por fim para incrementar a qualidade do crescimento da Igreja, os irmãos permaneciam firmes e constantes no propósito da oração. Cristão e oração na óptica bíblica são palavras sinônimas, visto que é impossível ter êxito na caminhada cristã sem momentos de diálogos (oração) com Deus. A oração é chave para abrir as portas das bênçãos espirituais. Por isso aqueles irmãos, além de perseverarem na doutrina, na comunhão e no partir do pão, exerciam com constância e firmeza o ato da oração.
Por derradeiro, a conseqüência dessas atitudes de fé e exercício cristão, está no versículo 47b, capítulo 2 do livro em apreço (Atos): “... E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”. Bons exemplos são para serem seguidos. Sigamos firmes e constantes esses exemplos apresentados. Deus abençoe!!!