sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Série de Estudos!


Na última postagem, falei sobre alguns aspectos do princípio da solidariedade. Dentro deste, comentei sobre o princípio do perdão, uma característica do cristianismo que, embora lindo de se ler e ensinar, sua prática requer renúncia de alguns direitos. Temos o direito de receber retratação pela ofensa sofrida, mas Jesus nos põe em tal situação que somos impelidos a perdoar mesmo que não tenha partido de nós a ofensa.

Isso é diretamente inverso aos valores materialistas.

Em nós há um senso de justiça que insiste em cobrar a justa recompensa pelos atos cometidos por terceiros.
Queremos que a moça favelada sorteada no programa de auditório para participar de uma competição onde o prêmio pode (teoricamente) mudar sua vida, vença e seja feliz, porque nos identificamos com sua luta, sua dor, sua insistência em não desistir.

Queremos que aquele homem, aposentado federal, pai de dois filhos que agora estudam no exterior, esposo de uma mulher muito bonita e também bem sucedida, e que foi preso por aliciar meninas de dez, onze anos, para orgias com pedófilos e pessoas com distúrbios sexuais, seja preso... Melhor, seja executado. Ele não merece perdão. Não é digno de misericórdia.

Nosso senso de justiça, embora deturpado, nos incita a não aceitar a transgressão voluntária. Todavia, embora os conceitos não sejam excludentes, antes se completem, tendemos a separar misericórdia de justiça. Para o criminoso e aquele que feriu nosso senso moral de sociedade, exigimos justiça. Mas, se a transgressão partiu de nós ou de um dos nossos queridos, lembramos imediatamente que existe a misericórdia.

Pensando nisto, quero refletir juntamente com vocês sobre outra característica da solidariedade cristã:

“Assim diz o Senhor dos Exércitos; Executai justiça verdadeira, mostrai bondade e misericórdia cada um a seu irmão. Não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente o mal cada um contra o seu irmão no seu coração.” 1


“Sede misericordiosos, assim como o vosso Pai é misericordioso.” 

Segundo o Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento (DITNT)3 , no Antigo Testamento, a palavra mais comum para misericórdia é hesed4 , que traz o sentido de “comportamento correto segundo a aliança”. Ou seja, traduz o sentimento hebraico comum no A.T. de que todos são beneficiados pela misericórdia comum de Iavé para com seu povo, fazendo uma aliança com estes. Um pacto.


As alianças podiam ser feitas entre partes iguais ou entre um mais forte e um mais fraco. No caso da aliança Abraãmica, Deus assume toda a responsabilidade pelo cumprimento do “contrato” entre Ele e a Abraão, como fica claro no ritual pactual de Gênesis 15.17. Neste ritual, duas partes estabeleciam os critérios do contrato e então partiam um bezerro ao meio, logo, ambas passeavam entre as partes e repetiam a frase: 

“Assim se faça àquele que quebrar o pacto”. Há, porém, uma linha de estudo que propõe que este tipo de aliança era feita entre um Rei e um e seus regentes vassalos. A parte inferior (no caso, os vassalos) passavam entre os animais repetindo uma frase que podia dizer mais ou menos assim: “Assim será feito a este teu servo se não se submeter a tua autoridade”.

De qualquer forma, Deus vai contra todo critério estabelecido, pois, sendo Ele (logicamente) a parte mais forte, o SENHOR, deveria fazer com que Abraão passasse por entre as partes e jurasse fidelidade. Não. Não seria assim. O fluir da história culminando na revelação do Redentor não ficaria dependente de um homem falho, pecador, inconstante e mortal. Logo, o Eterno, Soberano, Imutável, assume o papel que só cabe a Ele: Cumprir seus propósitos. A tocha de fogo, representação do altíssimo, passa entre as partes do animal morto e sela a aliança, de forma unilateral.

Deus é extremamente misericordioso com Abraão.

Deus é imensurávelmente misericordioso com a Nação de Israel:

“O SENHOR não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos, mas porque o SENHOR vos amava; e, para guardar o juramento que jurara a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito. Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos; e dá o pago em sua face a qualquer dos que o aborrecem, fazendo-o perecer; não será remisso para quem o aborrece; em sua face lho pagará.”5 

Deus continua a ser absolutamente misericordioso para com a humanidade, pois, embora esta caminhe a passos largos para um trágico fim, esquecendo-se de quem os criou e negando-lhe o direito de soberania sobre todos (embora na prática, Deus não dependa da vontade humana para cumprir seus propósitos), Ele ainda sustenta seu plano redentor e usa de misericórdia para com os homens.

Daí então, baseado no princípio da solidariedade, se conclui que, não é possível confessar a fé cristã, sem o exercício da misericórdia. Jesus advertiu seus ouvintes várias vezes lhes lembrando que, assim como Ele usava de misericórdia para com todos, seus discípulos (e aqui não se refere estritamente aos doze apóstolos) o deveriam fazer entre eles e também a qualquer um que lhes procurasse, independentemente de suas motivações para tal.

“Dá a quem te pedir e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes”.6

Não é possível pensar que aqueles que Jesus curou, estavam todos convictos de sua autoridade messiânica. João testifica que Jesus, conhecendo os intentos do homem, não confiava em suas palavras, pois sabia o que estava em seu interior:

“Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem”. 7 

E revela as motivações de muitos que o procuravam para receber a cura:

Então, Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis.8 

E daqueles que o seguiam sem o interesse real em sua palavra, mas apenas naquilo que Ele poderia dar:

Jesus respondeu e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.9 

Mesmo assim, o Senhor cura os enfermos, dá vista aos cegos, liberta os possessos.

Não cabe a nós julgar o mérito daqueles que precisam. Fazer um levantamento do histórico para ver se o desafortunado merece nossa misericórdia. O que nos cabe é ser misericordiosos.

Em vários momentos distintos, Jesus demonstra uma compaixão profunda pelos perdidos, pelos humilhados, pela multidão que entra em Jerusalém em busca de conforto para a alma e só encontram um bando de exploradores na porta do templo que pesam ainda mais o julgo que está sobre os ombros dos abandonados.

Imagine você irmão/irmã, sendo uma pessoa pobre no primeiro século, vivendo sob condições precaríssimas em termo de saúde (expectativa de vida em torno de 45 anos), vivendo da criação de pequenos rebanhos de ovelhas em uma terra de lugares inóspitos, cujo único alívio das tribulações cotidianas seria ir à Jerusalém, ao Santo Templo. Chagando lá, ser recebido por um Levita que lhe diz que, para oferecer sacrifícios é necessário fazer a troca da moeda romana pelo dinheiro do templo, a uma taxa de juros absurda. Ainda por cima, ter que comprar ali mesmo os animais para a oferta, pelo preço que fosse mais conveniente aos mercadores. Dá para entender então a fúria de Jesus:

“Jesus entrou no pátio do Templo e expulsou todos os que compravam e vendiam naquele lugar. Derrubou as mesas dos que trocavam dinheiro e as cadeiras dos que vendiam pombas. Ele lhes disse: 
—Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: “A minha casa será chamada de ‘Casa de Oração’.” Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões!”10 

O lugar para onde os cansados a abatidos deveriam recorrer para sentir alívio de suas dores e desilusões, se tornara mais um posto de exploração e humilhação.

Penso que o motivo pelo qual tão poucas pessoas exercitam a misericórdia, se deve não só ao fato de que entre os necessitados, estão muitos descarados, que se infiltram entre aqueles que estão em busca de socorro, para se aproveitarem da boa fé de alguns. Mas, também, pelo fato de que o pobre, mendigo, morador de rua, viciado, etc. Fazem parte da paisagem urbana. É isso mesmo! Se pedir a alguém para descrever a vista que tem janela em alguns lugares do país, é provável que uns declarem:

- Da minha janela vejo a rua que passa logo em frente, muitas casas e apartamentos. O trânsito está intenso. Há um grupo de viciados na esquina, e uma pessoa deitada embaixo da marquise da padaria, toda enrolada de forma que não é possível saber se é um homem, uma mulher, ou mesmo uma criança. Tem algumas árvores na praça, onde os passarinhos fazem ninhos e amanhecem cantando a toda voz.

Todos os dias tropeçamos em viciados jogados no chão, velhos enrolados em cobertores surrados sentados em um canto da rua. Todos os dias assistimos os noticiários e vemos crianças em condições subumanas morando de frente para condomínios de alto luxo. Criticamos o governo por não criar programas que atinjam estas faixas sociais. Todos os dias nos comovemos com histórias trágicas, até o momento que desligamos o televisor, e, junto com ele, a consciência.

Agente até pode defender e pregar a misericórdia, mas, sinceramente, não somos misericordiosos. Há muitas exceções, concordo. Mas, exceções não são regras, e Jesus deixa claro que a misericórdia é regra para vida cristã.

No clássico “Em seus passos, que faria Jesus”11  Sheldon conta a história de uma igreja que era por demais tradicional, freqüentada pela alta sociedade da época, dirigida por um pastor que estava imerso na preocupação por preparar um sermão refinado, dentro das regras homiléticas e hermenêuticas, que agradasse ao seu público do Domingo pela manhã. Neste bendito dia, enquanto ele faz sua prédica, entra um mendigo e vai até a frente. Volta-se para a igreja e começa a declarar como foi tratado durante aquela semana pelos fiéis. Ninguém o atendeu. Ninguém o ouviu. Ele era um espectro passeando em meio aquela cidade. Mesmo o pastor, ao invés de lhe receber, preferiu o dispensar pois precisava voltar logo ao raciocínio e concluir seu grande sermão dominical.

Estamos priorizando o secundários, e adiando as prioridades.

Falamos de avivamento. Mas esquecemos que, em todos os tempos, em todos os lugares, os avivamentos aconteceram quando alguém percebeu que a igreja era mais que quatro paredes.

O avivamento veio quando Moody tirou crianças das ruas e os levou a prender sobre Cristo, os assentando (a um custo alto) nas primeiras fileiras da igreja.

O avivamento veio quando George Muller, não se conformando com a insensibilidade das igrejas de seu tempo, construiu orfanatos para mais de sete mil crianças órfãs, lhes ensinando valores cristãos.

O avivamento veio quando Guilherme Carey implantou escolas superiores na Índia, promovendo a educação e a mudança cultural naquele país, mesmo contra a vontade da coroa inglesa.

Se queremos um avivamento, precisamos voltar a priorizar as pessoas e esquecer um pouco esta corrida louca pela fama e sucesso.

A misericórdia é uma característica do cristianismo puro e simples, que verdadeiramente transforma tudo que entra em contato com ele.

Sejamos pois misericordiosos, como o é nosso Pai que está nos céus, que faz que o sol nasça sobre bons e maus, e a chuva desça sobre justos e ímpios.

Continua...


1- Ez. 7.9-10
2- Lc. 6.36
3- COENEN, L.; BROWN, C. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, v. 1. São Paulo: Vida Nova, 2000.
4- Iden. Verbete Misericórdia. Pg. 1295.
5- Dt. 7.7-10.
6- Mt. 5.42
7- Jo. 2.24-25.
8- Jo. 4.48
9- Jo. 6.26
10- Mt. 21.12,13 (versão NTLH)
11- SHELDON, C. H. Em seus passos que faria Jesus, 1ª edição. São Paulo: Editora Cristã Unida, 1997.


Por Davi Oliveira / Publicado em Mente e Espirito.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Série de Estudos!


“E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” II Co. 5.15

Ninguém pode negar que este nosso tempo é de muitas inquietações. Vivemos um verdadeiro tempo de questionamentos e convulsões sociais. A cada dia os padrões são postos à prova e espera-se que estes caiam para dar lugar a um novo, baseado nas novas tendências sociais de convivência e liberdade.

A cada dia um termo, uma lei, uma regra, caem para dar lugar ao novo. A cada instante, na mesma velocidade das conexões de telecomunicação, o novo se apresenta e pede espaço. E o espaço que ele pede, exige a retirada de algo que já estava ali. Então, como alguém que renova o guardarroupas, tira-se tudo que estava guardado e acomodado (mesmo ainda podendo ter utilidade) e substitui-se por aquilo que é a nova tendência.

Nas instituições ou empresas isto é chamado de atualização. A atualização visa colocar a entidade/empresa em condições de concorrência. Visa dar a esta, uma roupagem que a identifique com seu tempo. Seja redesenhando sua logo, seja fazendo fusões com empresas antes concorrentes, seja inaugurando um serviço pioneiro.

E o que isso tudo me diz com respeito à vida cristã e seus princípios?

Diante da velocidade das atualizações e renovações, o cristianismo tem sido desafiado a também entrar na onda, buscar uma nova roupagem, dar ares mais frescos ao velho discurso doutrinário ou, como determinam as novas tendências, fazer um upgrade. O cristianismo é desafiado todos os dias a dar respostas às questões da vida, mas os que perguntam esperam que esta seja politicamente correta, sociável, enfim, sem absolutismos.

Em momentos assim, faz-se necessário voltar e rever o antigo caminho percorrido. 

Sempre gostei de desenhar, mas nunca tive um talento nato como meus amigos. Há algum tempo comecei a estudar CorelDraw e passei a fazer no computador aquilo que meu talento manual não alcançava. Depois me empolguei com o Photoshop. Ali eu podia fazer coisas como aquelas que via nas revistas e televisão. Mas, a coisa mais importante que aprendi estudando estas duas ferramentas é que, não importa o estágio do trabalho em que você se encontre, tenha a coragem de admitir que não está bom e volte ao começo. Isto implica, às vezes, renunciar dias de trabalho. Já joguei fora cartazes que, os outros diziam estarem ótimos, mas que não representavam o que eu queria mostrar.

Não sei quanto a você, mas eu não estou muito satisfeito com o evangelho que está sendo mostrado pela mídia. Que ocupa os púlpitos de grandes e pequenas igrejas. Que povoa as canções de adoração profética, pipocando aqui e ali. Perdoem-me os adeptos destas linhas de pensamento, mas vejo estas cada vez mais longe das raízes do evangelho pregado por Jesus e cultivado com sangue pelos Apóstolos. 

Por isso proponho uma reflexão sobre os PRINCÍPIOS DA VIDA CRISTÃ. Não vou enumerá-los, visto que não pretendo encerrar o assunto e admito que, lendo esta série de estudos, você discorde da disposição em que aparecem ou mesmo da inclusão em uma ou outra categoria que aqui eu monto. De qualquer forma, espero sinceramente apenas provocá-lo a uma reflexão sincera sobre as características, ou marcas, ou identificações de uma vida cristã.

Também não usarei a sentença “VIDA CRISTÃ AUTÊNTICA” por entender que não há vida cristã APÓCRIFA. Discursos e máscaras podem até fazer parte de um bom espetáculo teatral, mas nos bastidores, quando a maquiagem é retirada e o roteiro abandonado, aparecem as pessoas de verdade. Vida Cristã fala de verdade e não de teatro. Embora alguém possa falar e representar o que na verdade não é, não pode viver outra vida. Cedo ou tarde terá de ser ela mesma. A vida cristã se revela neste momento. Não existe opções diante do evangelho. Ou se está vivo (e se vive para Cristo e por Cristo) ou está morto com o restante do mundo.

Então, gostaria de passar a refletir sobre os princípios que identifico em uma vida cristã. Convido você a refletir comigo em cada um deles.

Seja o Senhor engrandecido em sua vida.


“E eu dei-lhes a glória que a mim me destes, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim.” Jo. 17.21,22

Diante das tragédias, nos habituamos a ver a comoção social e a disposição de muitas pessoas em fazer alguma coisa para socorrer desabrigados, buscar desaparecidos ou simplesmente ascender uma vela diante da casa de um injustiçado. As pessoas vivem suas vidas o mais privadamente possível, mas, diante da dor, lembram-se que são iguais. 

Isso não ocorre ao acaso. Todos nós recebemos a vida da mesma fonte:

“Assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus, e os estendeu, e formou a terra e a tudo o que produz, que dá a respiração ao povo que nela está, e vida aos que nela andam.”1

E somos sustentados vivos de igual maneira:

“Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos. Como também alguns dos vossos poetas disseram: Somos sua geração.” 

Também fomos condenados pelos pecados com a mesma sentença:

“Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.”2

E como disse um poeta nordestino: “A morte iguala a todos os homens”. Por isso, todos morrem, sem diferença:

“Porque nunca haverá mais lembrança do sábio do que do tolo; porquanto de tudo nos dias futuros, total esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o tolo!”3

Deus nivela todos os homens debaixo do pecado, e lhes dá gratuita e igualmente a redenção, de forma que assim como os homens são nivelados debaixo do pecado, e são feitos iguais neste ponto, também a salvação é dada sem distinção, no que ninguém pode argumentar que um é salvo por merecimento e outro por misericórdia:

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” 4

Sendo assim, espera-se que aqueles que vivem sob a mesma situação, ajam altruisticamente, ajudando, colaborando uns com os outros. Naquilo que a palavra solidariedade traz de significação, dependendo uns dos outros.

Não é possível vivermos isolados, um poeta inglês escreveu que nenhum homem é uma ilha e, de fato, somos seres sociáveis e não conseguimos viver de forma diferente. 

Estar sozinho às vezes é bom, mas se este estado se prolonga, causa dor e sentimento de rejeição. Precisamos interagir. Sentir o outro. Falar e ouvir outras pessoas. Somos incompletos e nos completamos no outro. Isso não é psicologia nem sociologia contemporânea, é ensino Bíblico.

Logo, o mínimo que se espera de pessoas na mesma situação é solidariedade. Ser solidário é sentir o mesmo que o outro, é alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram. É ter um mesmo sentimento:

“Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa” 5

Desta exigência Divina da solidariedade, resultam atitudes que caracterizam o cristão. A primeira delas é o PERDÃO.

Como já vimos, Deus perdoou os pecados dos homens embora a ofensa fosse grave e impossível aos transgressores remediá-la. Deus então providencia a redenção dos pecados, e ele mesmo sofre, em lugar dos homens, o castigo pela transgressão. Logo, o que Deus espera dos perdoados? Que se perdoem mutuamente. 

Na parábola do credor empedernido, em Mateus 18.23-35, um rei (que representa a posição de Deus julgando o homem) cobra de um de seus servos (um homem que é julgado) aquilo que lhe é devido. Mas, este não como condições de pagá-lo e, depois de ter esta certeza, o rei então perdoa totalmente uma dívida altíssima. Agora, perdoado, este homem sai e se encontra com um homem que lhe deve soma muito inferior à que lhe havia acabado de ser perdoada. Qual era logo a atitude lógica que se esperava deste? Que contasse ao outro quão misericordiosamente lhe havia sido perdoada dívida impossível de ser quitada, e, da mesma forma, anular naquele instante toda a dívida que o homem tinha consigo. Mas não foi esta a sua atitude. Antes, mandou que prendessem o devedor e Dalí só lhe liberaria quando pagasse toda a dívida.

Que homem ruim não! Que coração duro! Mas, espere. Não é exatamente isso que fazemos quando nos negamos a perdoar? Nossa dívida era incomparável, e a ofensa que tínhamos contra Deus, não pode sequer ser comparada com o que nos possam fazer o homem. Mas, muitos de nós insiste em não perdoar.

Para aqueles que não perdoam, fica uma observação. Nossa situação solidária nos diz que, se não estamos em plena paz com os demais, somos impedidos de receber perdão de nossos pecados também:

“Pois se perdoardes aos homens suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Porém se não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial não perdoará as vossas”.6

E, como não poderia deixar de ser, a lei moral de Deus vai muito além da falsa moralidade mundana. Nós até podemos nos dispor a perdoar qualquer um que nos procure para tal, mas não é isso que o Senhor espera.

“Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta.” 7

Diante da ofensa, como o próprio Deus fez, Ele espera que nós tenhamos a atitude de buscar a reconciliação, mesmo sendo nós os ofendidos. Quem não está preparado para isso, não o está para o cristianismo.

Perdoar não é fácil. Concordo. Dói. Mas, depois, gera frutos de alegria para longos tempos. Uma das palavras hebraicas para perdoar é nasa*, tem o sentido de livrar, libertar, como a apalavra grega aphesis que em Lc. 4.18 tem o sentido de “soltar do cativeiro”.  Mas, quem está preso numa relação onde não cabe o perdão? O perdoado ou o perdoador?

Perdoar é permitir que uma ferida seja cicatrizada. Feridas doem, e quanto mais tempo levar para se fechar, maior incomodo causará. Tolstoi um dia resolveu permitir que sua esposa lesse seu diário, inclusive suas aventuras amorosas. Ali ela leu um romance que ele havia mantido ainda em sua adolescência com uma camponesa chamada Axinya. Um tempo depois, ela escreveu em seu diário:

“Ele gosta daquela prostituta camponesa com o forte corpo de fêmea e pernas queimadas de sol, ela o atrai tão poderosamente agora como fazia durante todos aqueles anos passados”8

O detalhe disto é que, quando ela escreve estas palavras, Axinya já uma velha curvada de oitenta anos. O rancor cega. O ódio se faz em prisão para aqueles que o cultivam. A estes, o perdão traz a liberdade que não se pode alcançar na vingança.

Diante de José do Egito estava a oportunidade de vingança que alguns poderiam imaginar que há muito tempo ele esperava. Mas José escolhe perdoar.

Poder-se-ia dizer que ele é um fraco? Eu, porém, digo que é o homem mais forte cuja história conheci. A vingança era fácil e estava à sua mão. Ninguém o repreenderia por mandar matar seus irmãos (sendo ele Governador do Egito) depois de tudo quanto eles tinham feito. Era então a vingança o caminho mais fácil. Ele porém, com dores profundas na alma, liberta-se de toda uma história de perda, rancor, abandono, escravidão. Com o perdão veio a paz. Com a paz se fez um novo povo, de onde saiu o redentor do mundo.

O perdão é, pois, uma das características do cristão que o identifica neste mundo. É uma marca nos que vivem de forma solidária, entendendo no cristianismo não há acepção, nem preferidos. Aqui todos são feitos iguais diante daquele que o único Soberano Senhor: Jesus; Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.



1- Isaías 42.5 – Versão de Almeida Edição Contemporânea.
2- Atos 17.28 (idem)
3- Romanos 5.12 (ARC)
4- Eclesiates 2.16 (idem)
5- Efésios 2.8
6- Filipenses 2.2
7- Mateus 6.14-15
8- Mateus 5.23,24
  * Dicionário Internacional de Teologia - Verbete Perdão - Página 1646 - Ed. Vida Nova.



Por Davi Oliveira - Publicado no Blog Mente e Espírito.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ainda Vem!!!


Apesar de percebermos a Bíblia cabalmente se cumprindo, dia após dia, em tudo que está ao nosso redor ou derredor, quanto a volta de Cristo, temos demonstrado certa fuga na propagação desse precioso acontecimento, haja vista raramente ouvir pregações ou sermões neste sentido em nossos púlpitos ou concentrações. As mensagens de auto-ajuda tem sido o tema da maior parte das mensagens, as quais arrebatam muitos querendo ouvir o "querem" e não o que "necessitam".
Esta semana fiquei a recordar da mensagem do domingo a noite, quando o Pr. Sivio Lamêgo falou sobre a vinda de Cristo em busca dos Seus. Em determinado momento ele alertou que a volta de Jesus traz temor e tremor não só aos convertidos, mas também àqueles que ainda não optaram em ter Jesus como Senhor de suas vidas.
Por isso, urge-nos a necessidade de anunciarmos a todo momento essa verdade (Jesus Virá) para trazer despertamento para os Seus e produzir temor e tremor naqueles que, até o momento, optaram em não fazer a vontade de Deus, tendo conhecimento assim das consequências de tal ato.
"O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz". 2 Pedro 3. 9,10,13,14.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Você já conhece quais são os erros da Bíblia?


Muitos gostam de enfatizar discussões sobre supostos “erros” da bíblia. Pois bem, a estas pessoas cujas vidas são uma constante indagação, fizemos o favor de relacionar os erros que elas tanto procuram.

VEJAM OS ERROS QUE SE ENCONTRAM NA BÍBLIA:

A Bíblia está CHEIA de erros

- o primeiro erro foi quando Eva duvidou da Palavra de Deus;
- o segundo erro aconteceu quando seu esposo fez o mesmo;
- e assim erros e mais erros ainda estão sendo cometidos…
- porque as pessoas insistem em duvidar da Palavra de Deus.

A Bíblia está CHEIA de contradições

- Ela contradiz o orgulho e o preconceito;
- Ela contradiz a lascívia e a desobediência;
- Ela contradiz o seu pecado e o meu.

A Bíblia está CHEIA de falhas

- porque Ela é o relato de pessoas que falharam muitas vezes ;
- assim foi com a falha de Adão;
- com a falha de Caim;
- e a de Moisés;
- bem como a falha de Davi e a de muitos outros que também falharam.
- Mas Ela é também o relato do amor infalível de Deus.

Deus NÃO ESCREVEU a Bíblia

- para pessoas que querem jogar com as palavras;
- para aqueles que gostam de examinar o que é bom, mas sem fazê-lo;
- para o homem que não acredita porque não quer.

O homem moderno DESCARTOU os ensinamentos da Bíblia

- pelas mesmas razões que outros homens tem descartado através da história
- por Grande ignorância a sua verdadeira mensagem e conteúdo;
- intransigente apatia em recusar considerar suas declarações;
- bem conhecidos pseudocientistas posando de críticos honestos;
- convicção secreta de que este Livro está certo e de que os homens estão errados.

Somente uma pessoa PRECONCEITUOSA acreditaria que:

- os ensinamentos bíblicos são passados e irracionais, sendo princípios arcaicos e sem propósito;
- a Bíblia está cheia de discrepâncias e afirmações inaceitáveis;
- Ela só poderia ser trabalho irrelevante e não inspirado de meros homens.

A Bíblia é, afinal, somente mais um LIVRO RELIGIOSO.

- para milhares que não se arriscam serem honestos consigo mesmos e com Deus;
- para os que têm medo de aceitar o desafio do próprio Deus a um exame honesto;
- para os que não querem examiná-la a fundo porque Ela diz verdadeiramente como os homens são.

E você não pode ENTENDER ou CONFIAR no que a Bíblia diz

- a menos que você esteja disposto a considerar as evidências e encarar face a face o AUTOR!

Autor Desconhecido

Fonte: Atitude Cristão - Publicado em alexandrepitante.blogspot.com

Golpes Duros!

- Reflexões
“Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” - Provérbios 3.12
Quando os sermões e os avisos fracassam, algumas vezes os pais decidem retroceder e permitir que um filho experimente as consequências naturais de seus erros. Eles não fazem isto para serem cruéis, mas para permitir que a escola da vida ensine ao filho uma lição valiosa. Assim, se uma criança insiste em pular dentro d’água, sua mãe e seu pai podem resistir à necessidade de trazer-lhe imediatamente outro par de sapatos. Quando a criança cansar de dar voltas com os pés molhados, ela verá por si mesma que pular em poças d’água não é uma idéia assim tão boa.
Esta forma de disciplina, que se pode chamar de “amor duro”, é um bom exemplo de como o Senhor pune os seus filhos quando estes se afastam do bom caminho. Na Bíblia, Deus nos deu toda informação necessária para vivermos corretamente. Ele explicou com clareza a diferença entre um bom e um mau comportamento, apontando suas respectivas consequências e advertindo-nos de que colheremos o que plantamos. Agora, Deus retrocede e nos dá a liberdade de tomarmos nossas próprias decisões, e, por mais que lhe doa, Ele resiste ao impulso de estender-nos a sua mão protetora quando fazemos escolhas tolas.
Como demonstra a parábola do filho pródigo, a escola da vida pode ser muito dura. Se Deus fosse nos voltar as costas completamente, as consequências dos nossos pecados nos destruiriam. Mas, como qualquer pai amoroso, Ele graciosamente suaviza os resultados naturais da nossa rebelião e permite-nos sofrer somente o tempo que for necessário. Quando voltarmos correndo para casa, Ele não nos repreenderá mais. Em vez disto, Ele nos abraçará a nos dará bons presentes – da mesma maneira como a mamãe e o papai recebem à porta o filho arrependido: com abraços, meias secas e um chocolate quente.

Fonte: Graça Diária, CPAD - Publicado em predmilson.blogspot.com.

terça-feira, 1 de junho de 2010

"Veja, o cristão e a tolerância

Por Silas Daniel*
A matéria de capa da "Veja" desta semana e a tolerância cristã
 "Um dos artifícios que o demônio usa para pôr os homens no caminho do mal é dar nomes desprezíveis a certas virtudes eternas e, assim, encher as almas fracas com o tolo medo de passarem por antiquadas se as exibirem" (Blaise Pascal)

A revista Veja desta semana (11/05/2010) publicou uma matéria de capa sobre o homossexualismo, defendendo a prática homossexual como sadia, natural, e apresentando como bons exemplos sociais jovens e adolescentes que "curtem" o homossexualismo, inclusive com a aprovação dos pais. E defendeu ainda como sendo preconceito a não aceitação do homossexualismo como algo natural. Disse ainda que quem não aceita essa prática como natural é "intolerante". Sobre isso, gostaria de reproduzir aqui algo que escrevi há alguns anos em minha coluna Crítica na revista GeraçãoJC (CPAD):

"Em época de significados distorcidos, clarificação de idéias se torna um dever constante. Por exemplo: O conceito de tolerância no cristianismo ou mesmo de tolerância em termos democráticos está sendo cada vez mais distorcido. Por isso, urge explicitarmos seu significado".

"Antes de tudo, o cristão bíblico, obviamente, defende fervorosamente a tolerância; porém, não qualquer tipo de tolerância. E que tipo de tolerância ele defende e qual ele não defende? Ele defende a tolerância em termos democráticos, que significa tolerância legal e tolerância social, mas não a tolerância acrítica. Como assim?"

"O cristão bíblico defende o direito que cada pessoa tem de acreditar em qualquer crença (ou em nenhuma) que se queira acreditar. Ele defende, por exemplo, que ninguém deve ser coagido a crer no que ele, cristão, crê. Isto é, o verdadeiro cristão defende e promove a liberdade religiosa. Isso se chamada tolerância legal".

"O cristão bíblico também defende o respeito a todas as pessoas, mesmo que discordemos frontalmente de sua religião ou idéias. Ele defende a paz entre os indivíduos, entre os diferentes. Isso é tolerância social".

"É com base na tolerância legal e na tolerância social que temos de fato a chamada liberdade religiosa".

"Entretanto, o cristão bíblico não defende a tolerância acrítica. Muito pelo contrário. Ele defende que a tolerância em uma democracia, assim como a tolerância cristã à luz da Bíblia, não é sinônimo de ser acrítico. O cristão tem o direito de expressar, defender e pregar os valores bíblicos".

"Tolerância cristã não é sinônimo de condescendência doutrinária, não é afrouxamento de princípios. Por isso, o cristão genuíno se opõe à agenda liberal, defende as verdades absolutas, prega a Palavra de Deus em sua inteireza e evangeliza. Ele, obviamente, é e deve ser condescendente e generoso com as pessoas, mas não condescendente no que diz respeito a relativizar os valores e princípios do Evangelho, no qual está baseada a sua fé e prática, nem deve olvidar o 'Ide' (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16), achando que evangelizar é desrespeitar a fé do outro, como tenta impor a ditadura do politicamente correto. O cristão bíblico não é, nem em seus princípios teológicos nem em suas decisões morais, Vox populi vox Dei. Ele é Sola Scriptura. Ou, como diria John Wesley, 'ele é o homem do Livro'".

Dito isso, vamos agora ao fenômeno em si destas últimas semanas: O que ocorre é que a mídia secular brasileira começou uma campanha em prol da aprovação do projeto de lei que tramita no Congresso Nacional objetivando instituir em nosso país o combate à chamada “homofobia”. O referido projeto é reprovado por evangélicos e católicos conservadores justamente porque, na prática, fere as liberdades religiosa e de expressão. Simplesmente, se aprovado como está, pregar que homossexualismo é pecado ou não permitir carícias entre homossexuais em lugares públicos (como templos, por exemplo) levará crentes à cadeia. E isso não é nenhum exagero.

Na Suécia, onde uma lei contra homofobia similar à brasileira já foi aprovada, pastores já foram presos por pregar que homossexualismo é pecado. Um deles foi entrevistado pelo jornalMensageiro da Paz (CPAD) à época: o pastor pentecostal Ake Green. No Reino Unido, onde recentemente uma lei idêntica também foi aprovada, quatro pastores já foram para a cadeia. Dois nos últimos dois meses (ver matéria da seção Avanços, Sinais & Descobertas da próxima edição do jornal Mensageiro da Paz - edição 1.501. junho/2010). Ainda no Reino Unido, um psicólogo foi demitido por não aceitar dizer a pacientes homossexuais que homossexualismo não é nada demais.

Aliás, aqui mesmo, no Brasil, mesmo sem o tal projeto ter sido aprovado, a psicóloga evangélica Rosângela Justino, do Rio de Janeiro, foi forçada a parar de atender a homossexuais que a procuravam pedindo ajuda para deixar o homossexualismo. Muitos deles estavam conseguindo deixar a prática após as sessões, mas o Conselho Federal de Psicologia não quis saber e foi dura com a psicóloga. Ou seja: homossexual não tem direito de deixar o homossexualismo. Tem que ser homossexual mesmo. É isso que está sendo imposto e que se pretende normatizar via legislação.

Infelizmente, a mídia secular brasileira, impressa e televisiva, está se empenhando pela aprovação do tal projeto, sem se importar com as consequências nefastas de sua aprovação (ataque às liberdades religiosa e de imprensa). Porém, venha o que vier, manteremos nossa posição, pois, como Wesley, somos pessoas "do Livro".

Publicado em cpadnews.com.br

Espiritismo em casa!

Tenho observado ultimamente como tem crescido sobremaneira as propagações espíritas por meio da mídia, principalmente por determinado canal global de televisão. Parafraseando o presidente da nação, nunca na história desse país um canal de televisão divulgou tanto o espiritismo como este canal global de televisão. Desde as prévias de lançamento do filme que relata a vida e as "obras" de Chico Xavier, precursor dos ideais espíritas no Brasil, até ao efetivo lançamento, empreendeu-se escancarado marketing para tornar conhecido o filme do referido espírita . Até mesmo os triviais congressos da classe ocorridos país afora foi destacado no noticiário.  Não obstante, a pouco tempo está em sua grade de programação uma novela que tem como carro chefe o espiritismo. Como uma das linhas espírita, apregoa a comunicação entre o espírito de quem está morto com quem está vivo, conquistam fatalmente a muitos, haja vista estarem fragilizadas devido a perda do ente querido. Por isso, buscam cegamente tal ensino, visando preencher a lacuna existente lendo as mensagens psicografadas. E esta é a mensagem da novela, inclusive, classificando os contrários como intolerantes e insensíveis aos espíritos. 

Não quero receber o título de preconceituoso (como é chamado quem propaga seu pensamento), tão somente creio no que a Palavra de Deus (Bíblia) ensina e, como crente nesta Palavra, tendo como dever anuncia-lá sempre (Mc 16.15); e assegurado na liberdade de expressão outorgado pela democracia exponho minha crença, assim como o referido canal global de televisão se utiliza da liberdade televisiva para alardear e defender seus ideais. 

A comunicação entre espírito do morto com quem vive não coadunam com a Bíblia Sagrada, pois, segunda a mesma, quando o homem morre o espírito volta a Deus, que o deu (Ec 12.7); e o corpo fica sob a terra aguardando a ressurreição em corpo glorificado. (mais sobre o assunto clique aqui). Muitos crentes conhecem essa verdade, contudo, todos os dias tem sessão espírita em sua casa. Contraditório? Também acho. Por ausência de vigilância, ao está a frente da televisão assistindo a novela veicula no canal global de televisão, os atos espíritos  (atos, não os espíritos) estão adentrando em seu lar, uma vez que durante o capitulo novelístico o espírito do morto vem à terra "conversar" com os vivos. E muitos, ainda "torcem" para os personagens se entenderem como uma simples história de amor.

Não é como sonhador que escrevo essa postagem, esperando (até almejo) que determinado canal global de televisão transmita princípios cristãos em sua grade de programação. Mas, cabe a cada crente analisar tudo e reter o que é bom (1 Tessalonicenses 5.21), usando de maneira "protestantemamente correta" a sua televisão. Afinal, o nosso inimigo não vem mais com fogueira e/ou guilhotina. Mas, trajado de anjo de luz (2 Corintios 11.14) para nos confundir, transformando o errado em normal, enfraquecendo-nos a fé.

Vigiemos! para que o nosso nome permaneça escrito no livro da vida. E não escrito nas estrelas! 

Na Paz,

Cristo em Mente.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Reflexões!!!


Hora de parar e refazer as forças
Em dias antigos, um cavaleiro em fuga notou que a ferradura de seu cavalo estava precisando de conserto. A prudência parecia impulsioná-lo a prosseguir na carreira, mas a sabedoria recomenda­va-lhe que parasse por uns momentos numa forja e reparasse a ferradura. Assim, embora ouvisse o galopar dos inimigos no seu encalço, ele parou por uns minutos, até que o casco do animal estivesse em ordem. A seguir, saltando para a sela quando os inimigos já se viam a cem metros, lançou-se dali com a rapidez do vento — e viu que sua parada havia apressado a sua fuga.
Tantas vezes Deus nos manda parar e refazer as forças, antes de prosseguirmos para o próximo passo da jornada e do trabalho.

Days of Heaven upon Earth

Publicado em Reflexões.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

CPAD NEWS!


Líderes eclesiásticos e imprensa participam do evento realizado
no hotel Holiday Inn, em São Paulo



Lideranças eclesiásticas e representantes das mídias secular e evangélica estão reunidos neste momento, no Hotel Holiday Inn, em São Paulo, para o lançamento do Portal de Notícias da Casa Publicadora das Assembleias de Deus, o CPAD News.Cerca de 100 pessoas foram convidadas para o café da manhã de lançamento e apresentação do portal. Após a apresentação oficial feita pelos integrantes do projeto, foi aberto espaço para a Coletiva de Imprensa sobre o novo canal de informação da maior editora evangélica da América Latina. Computadores com internet também foram instalados no local para a "degustação" do portal.Participam da entrevista o presidente do Conselho Administrativo da CPAD, pastor José Wellington Costa Junior; o diretor-executivo da CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza; o chefe de Jornalismo da CPAD e editor-chefe do CPAD News, Silas Daniel; o gerente da Setor de Comunicação da CPAD, Rafael Paixão; e o chefe do Setor de Web da Casa, Newton Cezar. Pastor José Wellington Costa Junior o principal objetivo da Casa Publicadoras das Assembleias de Deus que é o de informar e abastecer as igrejas, atendendo as exigências do leitor em geral. “A CPAD não perdeu seu principal foco que é informar. E com o CPAD News está ampliando o seu órgão de informação não somente ao público evangélico, mas ao público em geral. É um momento muito especial, assim como todos os outros feitos da história da editora.”.De acordo com o diretor-executivo da Casa, Ronaldo Rodrigues de Souza, o CPAD News tem a responsabilidade de informar a igreja. “A CPAD é uma editora que representa a igreja. Sendo assim, ela amplia a sua visão trazendo notícias de todo o mundo sob uma ótica bíblica. Queremos, num primeiro momento, atender a essa demanda que a CPAD criou: a editora tem influência no meio evangélico. No momento, ela deve funcionar como porta-voz desse público interessado em uma notícia que tenha uma abordagem profissional, mas também uma abordagem bíblica e bastante lúcida, que traga esclarecimento para uma igreja que recebe todo o tipo de informação”, destaca Ronaldo Rodrigues.Segundo o diretor da Casa, “o objetivo como Igreja é que o Portal seja um farol, não somente para os crentes, mas uma referência cristã de mídia de informação para aqueles que são descrentes".Associado às principais agências de notícias do mundo como a France Press e a Agência Estado, o objetivo do portal é informativo. “Em síntese, o portal terá as principais notícias do Brasil e do mundo numa perspectiva cristã”, define Silas Daniel, editor-chefe do CPAD News e um dos colunistas do portal.O gerente de Comunicação da CPAD, Rafael Paixão, um dos integrantes do projeto, destaca que “este lançamento é um marco na história da CPAD, de tal importância que ultrapassa as barreiras da denominação”. Utilizando os mesmos recursos dos maiores portais de notícias do Brasil, o CPAD News atende ao principal quesito da informação na internet: tempo real. Notícias do universo cristão no Brasil e no mundo, ampla cobertura de notícias de interesse geral atualizadas a todo o momento, conteúdos exclusivos e interatividade através de inúmeros recursos tecnológicos estão à disposição dos usuários em www.cpadnews.com.br. Com a iniciativa, a editora passa a incrementar a sua presença em todas as mídias de nosso tempo.