sábado, 8 de dezembro de 2012

Premiação Troféu Promessas 2012.


Thalles Roberto leva três prêmios do Troféu Promessas 2012
O cantor se emocionou ao receber os prêmios de Melhor Cantor, Melhor CD e Melhor DVD com o projeto "Uma História Escrita pelo Dedo de Deus".

Thalles Roberto foi o grande vencedor do Troféu Promessas 2012, o cantor ganhou em três categorias com o trabalho “Uma História Escrita pelo Dedo de Deus”, lançado pela gravadora Graça Music.
As premiações recebidas foram pelas categorias de “Melhor Cantor”, “Melhor CD” e “Melhor DVD”. Todas as vezes que o cantor subiu ao palco do Teatro GEO ele se emocionou e citou que a “glória é dos 3″.
“Estou muito feliz de participar de um evento como este”, disse o cantor ao receber o primeiro prêmio. Aproveitando a oportunidade ele também agradeceu aos seus amigos e familiares, entre eles sua esposa Daniela Campos, o pastor Silas Malafaia, o apóstolo Estevam Hernandes, ao seu pai pastor Job Roberto da Silva e outros.
A entrega do Troféu Promessas aconteceu na noite desta quarta-feira (5) em São Paulo em uma cerimônia fechada para artistas, imprensa e convidados, mas que foi assista por mais de 10 mil pessoas através da internet.
O segundo maior ganhador da noite foi o ministério Diante do Trono que recebeu dois prêmios: “Melhor Ministério de Louvor” e “Melhor Música”.
Confira a lista de ganhadores:
Pra Curtir – Marcela Taís
Revelação – Jotta A
Melhor CD Pentecostal – “Damares ao vivo” – Damares
Melhor Grupo –  Inesquecível
Melhor Vídeo Clipe – “Aguenta Firme” – Voices
Melhor Ministério de Louvor – Diante do Trono
Melhor Cantora – Fernanda Brum
Melhor Cantor – Thalles Roberto
Melhor CD – “Uma história escrita pelo dedo de Deus” – Thalles Roberto
Melhor DVD – “Uma história escrita pelo dedo de Deus” – Thalles Roberto
Melhor Música - "Me Ama" - Diante do Trono.

Extraído do GospelPrime.

Blog Cristo em Mente: A premiação é promovida pela Rede Globo, destinada a música gospel.

Lauriete: Carreira, Mandato e Polêmicas.


Lauriete concede entrevista ao Jornal Anotícia e desabafa: “Não permitirei que ataquem minha honra”.

Numa entrevista inédita, a cantora Lauriete, considerada uma das mais influentes cantoras gospel do Brasil, fala ao pastor Joel Freire sobre sua carreira, o lançamento do novo CD, de sua trajetória política e sobre os comentários que envolvem sua vida pessoal.
Anotícia – Deputada e cantora Lauriete, é um prazer ter você aqui, falando um pouco de sua vida para o Jornal A Notícia.
Lauriete – Parabéns ao Jornal Anotícia, ao pastor Joel Freire, pelo trabalho que vem fazendo, pela dedicação em manter o povo informado e ajudando na divulgação da Palavra de Deus.
Seu ministério tem sido uma marca registrada dos pentecostais no Brasil. Houve alguma inspiração para este estilo ou fluiu de forma natural?
Eu canto desde os cinco anos de idade, eu acredito que com essa idade não tem como ser influenciada. Quando se fala de estilo, acho que isso acontece naturalmente mesmo, aos poucos a gente vai se descobrindo.
Como tem sido para você esta experiência de assumir um mandato federal e conciliar esse mandato com seu ministério?
Meu ministério é uma benção e ser um canal para abençoar vidas não tem nada igual. O fato de ter sido escolhida para representar o povo capixaba na Câmara Federal é gratificante e ser útil para o meu Estado e para o meu país é maravilhoso.
Na verdade, são quase dois anos de um enfrentamento para defender os direitos do nosso povo: os royalties, que estão tentando tirar de nós, o FUNDAP, que já perdemos, mas não nos conformamos porque sabemos que são direitos nossos. Há uma obstinação que parece até de propósito para nos prejudicar.Temos uma bancada pequena, mas aguerrida e vamos lutar até o final.
Eu convido as pessoas a acompanharem o meu mandato pelo meu site ou pelo site da Câmara Federal para conhecerem os projetos importantes que tenho na defesa da mulher e da criança, como também outros projetos relevantes que visam beneficiar o cidadão brasileiro.
Realmente, não é tão fácil conciliar tanta coisa, mas há tempo para tudo. No meio da semana, estou em Brasília e nos finais de semana, atendo minhas agendas pelo Brasil.
Cremos que nesses 30 anos de carreira foram muitos testemunhos de pessoas que alcançaram um favor do Senhor por intermédio do teu louvor. Conte-nos como é viver essa experiência:
Realmente existem muitas pessoas que testemunham o que Deus fez em suas vidas através das nossas canções, mas é difícil enumerar ou até mesmo destacar alguma aqui. São muitas as experiências com Deus. Fico realmente maravilhada em saber que Deus me escolheu para ser um instrumento Seu para abençoar vidas e isso não tem preço. Eu mesma sou um milagre de Deus. Vou contar uma coisa pra você aqui no Jornal Anotícia, que muita gente não sabe.
Eu sempre conto sobre o livramento que Deus me deu quando sofri um acidente de ônibus em 1981, onde morreram 12 pessoas da nossa igreja. O ônibus caiu de aproximadamente 149 metros de altura em Campinho, região Serrana de Domingos Martins no Espírito Santo. Deus me livrou da morte. Agora, depois de 31 anos que aconteceu esse acidente, eu descobri que o meu milagre foi ainda maior, no dia 30 de outubro deste ano fui submetida a uma cirurgia para retirada das duas últimas vértebras da minha coluna vertebral. Há muitos anos sofria com uma dor muito forte que me incomodava, mas como eu viajo muito tempo sentada, a dor estava aumentando cada dia mais. Então foi descoberto que isso também foi uma consequência desse acidente há 31 anos. O médico me disse que o impacto foi tão forte que fez as duas vétebras se desprenderem da minha coluna e que se fosse algumas vértebras acima, eu estaria numa cadeira de rodas. Incrível, Deus sempre nos surpreende. Ele nos livra de tantas coisas que a gente não toma conhecimento, por isso temos que agradecer a Deus todos os dias sem nos cansarnos, mesmo pelas bençãos e vitórias que não vemos, mas que temos a certeza de que elas sempre nos acompanham.
Enfim, você chega à marca de 27 discos lançados e o mais novo álbum “Tô na Mão de Deus” estourado no Brasil. Como foi a escolha do repertório para este CD?
Bem, na verdade o CD “Tô na Mão de Deus” é um repertório especial. É um CD comemorativo pelos 30 anos de carreira. As canções que compõem este CD são aquelas que marcaram época, fizeram história e, com certeza, fizeram a diferença na vida de muita gente, inclusive na minha. Algumas canções são de CDs atuais e outras de discos que gravei há alguns anos, mas que contém uma mensagem especial em qualquer época.
Desafios é algo que você sempre soube lidar muito bem, mas eu acredito que em uma carreira de 30 anos você deve ter visto muitas coisas boas e algumas desagradáveis também, como críticas, calúnias, enfim, todos que estão em uma posição de destaque como você, acabam enfrentando. De que forma você vê isso?
Pastor Joel, você me fez uma pergunta um tanto interessante e eu aproveito para tocar nesse assunto que veio num momento oportuno e durante o decorrer da nossa conversa você vai entender. A nossa vida é feita de desafios, mas eu não acho que sei enfrentar desafios e outras coisas parecidas. O que eu sei é que a gente vive pela misericórdia de Deus e, ao contrário disso, ninguém sabe lidar nem com desafios, nem críticas e nem com nada. Penso que, quando alguém me critica de forma desonesta ou até mesmo ataca a minha honra, a minha reação humana é tomar atitude humana. E por que a gente não toma? Porque é a graça de Deus que nos conduz.
Quando eu olho para a Bíblia e para todos os profetas e homens que Deus levantou para um ministério específico, vejo que nenhum deles teve uma vida boa. Sempre foram criticados, atacados, humilhados, desonrados em praça pública, arrastados, apedrejados e mortos. Um exemplo foi Paulo. Paulo foi vítima da própria igreja. De acordo com as regras, Paulo não poderia ser apóstolo, pois só poderia ser apóstolo quem andou com Cristo, quem viu os milagres, quem foi testemunha da ressurreição e da ascenção de Cristo, e Paulo não viu nada disso, pois ele se converteu depois.
Paulo apanhou, sofreu no meio de seu próprio povo. Um dia ele escreveu: “Desde agora, ninguém me inquiete ou me persiga, porque trago em meu corpo as marcas de Cristo”. Então, ele precisava provar mais o quê e para quem? O apóstolo Paulo era apóstolo pela vontade de Deus e homem nenhum poderia mudar essa história.
Diante disso, quem sou eu para não ser criticada ou perseguida? Só afirmo uma coisa: Deus me chamou e ninguém pode tirar isso de mim.
São 30 anos de ministério e graças a Deus por isso, pois eu posso olhar lá atrás e ver como Deus me escolheu, de onde Ele me tirou e como sofri também com boatos maldosos, mas nem por isso pensei em recuar.
Louvo a Deus pela minha vida, pela força e pela coragem que Ele tem me dado.Sou feliz demais, Deus é fiel e nunca me deixou sozinha em desafio algum. Sou uma pessoa pública, acho que me surpreenderia se alguém não falasse nada de mim ou sobre mim. As pessoas públicas sempre serão alvos de ataques. Eu tenho uma história de vida, eu tenho um ministério abençoado, eu tenho um mandato importante e infelizmente nem todos ficam felizes com o sucesso do seu irmão. O caminho mais curto para alguém ser quem sou, chegar aonde cheguei, estar onde estou, é me atacar! Você pensa que isso acontece só comigo? Não, senhor. É muita gente que enfrenta isso, pessoas de classes sociais diferentes, homens, mulheres, artistas ou não, mas o que mais me entristece é ver como no nosso meio pode existir tanta maldade, coisa que não era para acontecer.
“Não permitirei que ataquem a minha honra”.
Pessoas invejosas, sem projetos de vida, atacam aqueles que se destacam porque não conseguem chegar onde homens e mulheres, comprometidos com Deus, chegaram.
Vou abrir meu coração um pouco mais.
Por amor ao evangelho, por amor à igreja, por causa dessa história de que crente não pode criar escândalos, a gente acaba ficando calado em algumas situações, mas essas coisas andam e chega um determinado momento que a gente se cansa e tem que toma uma atitude.
Eu tenho que ter uma reação, pois é a indignação do justo. O justo tem que se indignar, pois, se eu me calar vai parecer que é verdade, o que não é de forma alguma.
Assim é na lei dos homens, se eu não me indignar o juiz não pode reagir em meu favor.
Eu tenho sim as minhas indignações, por causa de mentiras que saem da boca de muitas pessoas, muitos líderes e também pastores, gente que não tem grandeza de falar olhando nos meus olhos.
Sabe o que a Bíblia diz a esse respeito? “Se tu achas que teu irmão errou, vai até ele. Procura-o para ouvir de sua própria boca se o erro se confirma, Se ele não te atender, volta e vai a ele novamente. E se ainda ele não te atender farás então um conselho para decidir”.
Então, como pode alguém ouvir mentiras, ler mentras na internet, postadas às vezes, por pessoas que não tem o mínimo de compromisso com Deus, nem com a verdade e muitomenos respeito com o próximo e depois disso já sair me atacando, me difamando sem nunca ter me ouvido, sem conhecer a minha verdade e a minha versão.Daí, se a gente não tiver a misericórdia de Deus na vida e não estiver firmada na rocha que é Cristo, a gente acaba abandonando tudo, mas é a graça de Deus que nos faz caminhar.
Sabe pastor Joel, tenho ficado em silêncio diante de muitos boatos maldosos que ouço por aí a meu respeito, esperando que isso passe ou que diminua com o passar do tempo.
Por causa do meu silêncio, muitas pessoas que acompanham a minha vida se incomodaram com esses boatos na internet e até me perguntaram se eu não ia dar satisfação para os fãs. Isso é um absurdo!
A minha vida pessoal só diz respeitp a mim e disso eu não abro mão.
Os admiradores do meu ministério sabem quem sou e me respeitam por isso, os que tentam me difamar são aqueles que verdadeiramente não me conhecem.
Veja só o maior de todos os absurdos, a calúnia mais vil e mais nojenta, saiu da boca de um pastor, afirmando que eu estaria grávida. Um ataque covarde a minha honra e ao meu ministério e foi aí que resolvi dar um basta. Esse “pastor” já foi notificado pelo juiz e terá que provar judicialmente a veracidade do que ele falou a meu respeito.
Pastores sem amor, que foram chamados para curar feridas, para acolher, para ajudar as ovelhas, as estão matando. Pastores que estão invertendo a sua missão. Trabalhando contra o Reino de Deus. Eu vivo o que prego e não faria isso porque tenho pricípios e aprendi com a Bíblia, desde a minha infância, o que devo e o que não devo fazer antes do casamento.
Não permitirei que ataquem a minha honra com difamações e calúnias. Quero deixar bem claro que sou divorciada, uma mulher livre, podendo tomar qualquer decisão a respeito da minha vida sentimental. Quero dizer também, que existem muitos divorciados em nossas igreja, pessoas sérias, honradas, que tomam a decisão que consideram melhor para as suas vidas e ninguém tem o direito de julgar ou questionar.
Tenho um compromisso com Deus, com a minha igreja onde sou membro, com o meu ministério e com a minha filha Julia de oito anos de idade, e só tenho que provar para ela que tenho dignidade e com dignidade que vou criá-la.
Decidi reagir. Constitui um advogado criminalista, reconhecido nacionalmente e epecialista nessa matéria. Sua equipe vasculha todos os dias a internet, em meu nome, pois onde for encontrado um texto de ataque a minha honra, nós moveremos um processo criminal, então essas pessoas que falam o que não sabem, julgam sem ter conhecimento de causa, serão obrigadas a desmentir em juízo.
Pastor Joel, você é um jornalista e tem um jornal de uma grande influência no meio cristão, eu gostaria de lhe pedir, que você fizesse uma pesquisa de quantos obreiros estão fora do ministério, quantos jovens estão fora da igreja por irresponsabilidade e falta de amor de algun líderes que só pensam no seu bem estar e da sua família.
Por causa de calúnias, falta de atenção, muitos são os jovens jogados no mundo por serem vítimas de ataquesdentro da própria igreja e alguns deles filhos de pastores. Eu conheço gente que esteve no campo missionário e não quer mais saber da Bíblia, nem da igreja e nem de Deus porque teve sua vida pessoal e sua privacidade invadida com inverdades e foi atacada na sua honra. Se não tivermos a graça de Deus em nossas vidas, o Diabo fica soprando nos nossos ouvidos para abandonarmos o que conquistamos, a vida em abundância que é Jesus. O que mais dói é perder as almas ao invés de ganhá-las para o Reino dos céus.
Continuarei fazendo a minha parte, mesmo passando por tudo isso. Eu só não quero decepcionar o meu Deus, pois foi Ele quem me chamou e eu quero dar conta do meu trabalho. Nesses 42 anos de vida, tenho caminhado com a graça de Deus.
Comemoro os meus 30 anos de ministério dizendo literalmente: “Tô na mão de Deus” e ai de mim se não estivesse.
Por Joel N. Freire / Jornal Anotícia Online / bloganoticiaonline.com.br.

domingo, 7 de outubro de 2012

"...no Brasil não se condena." Diz Joaquim Barbosa

Relator do mensalão afirma que votou em Lula e Dilma


Monica Bergamo
Colunista da Folha

O "dia mais chocante" da vida de Joaquim Benedito Barbosa Gomes, 57, segundo ele mesmo, foi 7 de maio de 2003, quando entrou no Palácio do Planalto para ser indicado ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ocasião era especial: ele seria o primeiro negro a ser nomeado para o tribunal.
"Eu já cheguei na presença de José Dirceu [então ministro da Casa Civil], José Genoino [então presidente do PT], aquela turma toda, para o anúncio oficial. Sempre tive vida reservada. Vi aquele mar de câmeras, flashes...", relembrava ele em seu gabinete na terça-feira, 2.
Lula Marques/Folhapress
O ministro Joaquim Barbosa em seu gabinete no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília
O ministro Joaquim Barbosa em seu gabinete no STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília
No dia seguinte à entrevista com a Folha, e nove anos depois da data memorável de sua nomeação, Joaquim Barbosa condenou Dirceu e Genoino por corrupção.
Para conversar com o jornal, impôs uma condição: não falar sobre o processo, ainda em andamento no STF.

O TELEFONE TOCA

Barbosa diz que foi Frei Betto, que o conhecia por terem participado do conselho de ONGs, que fez seu currículo "andar" no governo.
"Eu passava temporada na Universidade da Califórnia, Los Angeles. Encontrei Frei Betto casualmente nas férias, no Brasil. Trocamos cartões. Um belo dia, recebo e-mail me convidando para uma conversa com [o então ministro da Justiça] Márcio Thomaz Bastos em Brasília." Guarda a mensagem até hoje.
"Vi o Lula pela primeira vez no dia do anúncio da minha posse. Não falei antes, nem por telefone. Nunca, nunca."
Por pouco, não faltou à própria cerimônia. "Veja como esse pessoal é atrapalhado: eles perderam o meu telefone [gargalhadas]."
Dias antes, tinha sido entrevistado por Thomaz Bastos. "E desapareci, na moita." Isso para evitar bombardeio de candidatos à mesma vaga.
"Na hora de me chamar para ir ao Planalto, não tinham o meu contato." Uma amiga do governo conseguiu encontrá-lo. "Corre que os caras vão fazer o seu anúncio hoje!"
Depois, continuou distante de Lula. Não foi procurado nem mesmo nos momentos cruciais do mensalão. "Nunca, nem pelo Lula nem pela [presidente] Dilma [Rousseff]. Isso é importante. Porque a tradição no Brasil é a pressão. Mas eu também não dou espaço, né?"
O ministro votou em Leonel Brizola (PDT) para presidente no primeiro turno da eleição de 1989. E depois em Lula, contra Collor. Votou em Lula de novo em 2002.
"Vou te confidenciar uma coisa, que o Lula talvez não saiba: devo ter sido um dos primeiros brasileiros a falar no exterior, em Los Angeles, do que viria a ser o governo dele. Havia pânico. Num seminário, desmistifiquei: 'Lula é um democrata, de um partido estabelecido. As credenciais democráticas dele são perfeitas'."
O escândalo do mensalão não influenciou seu voto: em 2006, já como relator do processo, escolheu novamente o candidato Lula, que concorria à reeleição.
"Eu não me arrependo dos votos, não. As mudanças e avanços no Brasil nos últimos dez anos são inegáveis. Em 2010, votei na Dilma."

DE LADO

No plenário do STF, a situação muda. Barbosa diz que "um magistrado tem deveres a cumprir" e que a sociedade espera do juiz "imparcialidade e equidistância em relação a grupos e organizações".
Sua trajetória ajuda. "Nunca fiz política. Estudei direito na Universidade de Brasília de 75 a 82, na época do regime militar. Havia movimentos significativos. Mas estive à parte. Sempre entendi que filiação partidária ou a grupos, movimentos, só serve para tirar a sua liberdade de dizer o que pensa."

VENCEDOR E VENCIDO

Barbosa gosta de dizer que não tem "agenda". Em 2007, relatou processo contra Paulo Maluf (PP-SP). Delfim Netto não era encontrado para depor como testemunha. Barbosa propôs que o processo continuasse. Foi voto vencido no STF. O caso prescreveu.
No mesmo ano, relatou processo em que o deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) era acusado de tentativa de homicídio. O réu renunciou ao mandato e perdeu o foro privilegiado. Barbosa defendeu que fosse julgado mesmo assim. Foi voto vencido no STF.
Em 2009, como relator do mensalão do PSDB, propôs que a corte acolhesse denúncia contra o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo. Quase foi voto vencido no STF --ganhou por 5 a 3, com três ministros ausentes.
Dois anos antes, relator do mensalão do PT, propôs que a corte acolhesse denúncia contra José Dirceu e outros 37 réus. Ganhou por 9 a 1.

NOVELA RACISTA

Barbosa já disse que a imprensa "nunca deu bola para o mensalão mineiro", ao contrário do que faz com o do PT. "São dois pesos e duas medidas", afirma.
A exposição na mídia não o impede de fazer críticas até mais ácidas.
"A imprensa brasileira é toda ela branca, conservadora. O empresariado, idem", diz. "Todas as engrenagens de comando no Brasil estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras."
O racismo se manifesta em "piadas, agressões mesmo". "O Brasil ainda não é politicamente correto. Uma pessoa com o mínimo de sensibilidade liga a TV e vê o racismo estampado aí nas novelas."
Já discutiu com vários colegas do STF. Mas diz que polêmicas "são muito menos reportadas, e meio que abafadas, quando se trata de brigas entre ministros brancos".
"O racismo parte da premissa de que alguém é superior. O negro é sempre inferior. E dessa pessoa não se admite sequer que ela abra a boca. 'Ele é maluco, é um briguento'. No meu caso, como não sou de abaixar a crista em hipótese alguma..."
Barbosa, que já escreveu um livro sobre ações afirmativas nos EUA, diz que o racismo apareceu em sua "infância, adolescência, na maturidade e aparece agora".
Há 30 anos, já formado em direito e trabalhando no Itamaraty como oficial de chancelaria --chegou a passar temporada na embaixada da Finlândia--, prestou concurso para diplomata. Passou. Foi barrado na entrevista.

DE IGUAL PARA IGUAL

É o primeiro filho dos oito que o pai, Joaquim, e a mãe, Benedita, tiveram (por isso se chama Joaquim Benedito).
Em Paracatu, no interior de Minas, "Joca" teve uma infância "de pobre do interior, com área verde para brincar, muito rio para nadar, muita diversão". Era tímido e fechado.
A mãe era dona de casa. O pai era pedreiro. "Mas ele era aquele cara que não se submetia. Tinha temperamento duro, falava de igual para igual com os patrões. Tanto é que veio trabalhar em Brasília, na construção, mas se desentendeu com o chefe e foi embora", lembra Joaquim.
O pai vendeu a casa em que morava com a família e comprou um caminhão. Chegou a ter 15 empregados no boom econômico dos anos 70. "E levava a garotada para trabalhar." Entre eles, o próprio Joaquim, então com 10 anos.

RUMO A BRASÍLIA

No começo da década, Barbosa se mudou para a casa de uma tia na cidade do Gama, no entorno de Brasília.
Cursou direito, trabalhou na composição gráfica de jornais, no Itamaraty. Ingressou por concurso no Ministério Público Federal.
Tirou licenças para fazer doutorado na Universidade de Paris-II. E passou períodos em universidades dos EUA como acadêmico visitante. Fala francês, inglês e alemão.
Hoje, Barbosa fica a maior parte do tempo em Brasília, onde moram a mãe, os sete irmãos e os sobrinhos. O pai já morreu. Benedita é evangélica e "superpopular". Em seu aniversário de 76 anos, juntou mais de 500 pessoas.
O ministro tem também um apartamento no Leblon, no Rio, cidade onde vive seu único filho, Felipe, 26. Se separou há pouco de uma companheira depois de 12 anos de relacionamento.

PÚBLICO

A Folha pergunta se Barbosa não tem o "cacoete da condenação" por ter feito carreira no Ministério Público, a quem cabe formular a acusação contra réus.
"De jeito nenhum. O que eu tenho do MP é esse espírito de preocupação com a coisa pública. Mesmo porque não morro de amores por direito penal. Sou especialista em direito público."

DEVER

Nega que tenha certa aversão por advogados [ver página ao lado]. E nega também que tenha prazer em condenar, sem qualquer tipo de piedade em relação à pessoa que perderá a liberdade.
"É uma decisão muito dura. Mas é também um dever."
"O problema é que no Brasil não se condena", diz. "Estou no tribunal há sete anos, e esta é a segunda vez que temos que condenar. Então esse ato, para mim e para boa parte dos ministros do STF, ainda é muito recente."
Diante de centenas de grandes escândalos de corrupção no Brasil, e de só o mensalão do PT ter chegado ao final, é possível desconfiar que a máquina de investigação e punição só funcionou para este caso e agora será novamente desligada?
"Não acredito", diz Barbosa. "Haverá uma vigilância e uma cobrança maior do Supremo. Este julgamento tem potencial para proporcionar mudanças de cultura, política, jurídica. Alguma mudança certamente virá."

MEQUETREFE

O caso Collor, por exemplo, em que centenas de empresas foram acusadas de pagar propina para o tesoureiro do ex-presidente, chegou "desidratado" ao STF, diz o ministro. "Tinha um ex-presidente fora do jogo completamente. E, além dele, o quê? O PC, que era um mequetrefe."
O país estava "mais próximo do período da ditadura" e o Ministério Público tinha recém-conquistado autonomia, com a Constituição de 1988. Até 2001, parlamentares só eram processados no STF quando a Câmara autorizava. "Tudo é paulatino. Mas vivemos hoje num país diferente."

PONTO FINAL

Desde o começo do julgamento do mensalão, o ministro usa um escapulário pendurado no pescoço. "Presente de uma amiga", afirma.
Depois de flagrado cochilando nas primeiras sessões, passou a tomar guaraná em pó no começo da tarde.
Diz que não gosta de ser tratado como "herói" do julgamento. "Isso aí é consequência da falta de referências positivas no país. Daí a necessidade de se encontrar um herói. Mesmo que seja um anti-herói, como eu."

Publicação da Folha.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Neymar Crucificado!




Polêmica: capa de revista traz Neymar crucificado como Cristo

 Nesta semana, a revista Placar anunciou a capa da edição de outubro e gerou polêmica antes mesmo de chegar às bancas. A revista mostra uma fotomontagem com o jogador Neymar crucificado, o que, naturalmente, levou muitas pessoas a relembrarem da cena bíblica de Jesus Cristo.
Após a grande repercussão, a publicação se pronunciou nesta quinta-feira (27) e pediu desculpas “a quem se sentiu ofendido”, explicando que “em nenhum momento foi intenção ferir a religiosidade de ninguém”.
Na nota, a Placar reitera o respeito pelas diferentes crenças e a defesa da liberdade de praticá-las. No entanto, ressalta que estão “falando exclusivamente de futebol” e explica que a fotomontagem não é uma referência específica à crucificação de Jesus.
“Vale esclarecer que a analogia da fotomontagem é com a crucificação como método de execução pública praticado antigamente. Como mostra a reportagem, Neymar vem sendo ‘apedrejado’ publicamente com a pecha de ‘cai-cai’. O maior jogador brasileiro, ícone da arte no esporte, virou, para muitos, o símbolo da dissimulação, da tentativa de burlar as regras do jogo. Ele cometeu e comete suas falhas, mas ficou com uma imagem de ‘criminoso esportivo’”, diz a Placar, que promete que a matéria será ainda mais esclarecedora em relação à posição adotada pela revista para falar do jogador.
Maurício Barros, diretor de redação da Placar, falou à Imprensa sobre a polêmica. Ele explica que a ideia da fotomontagem surgiu de uma discussão sobre o fato de Neymar estar sofrendo uma espécie de “linchamento moral” por ter a fama de simular faltas.
“Isso (essa fama do jogador) foi reforçado pelas redes sociais, pelas atuações dele na Seleção Brasileira. Percebemos que estava havendo uma inversão de valores. Como é que o jogador que é o mais caçado nos jogos, vira um ícone do ‘jogo sujo’? Pode até ser que ele exagere em algumas faltas, mas e daí? Entre exagerar em algumas faltas e virar símbolo de um jogador que quer ludibriar as regras do jogo existe uma distância muito grande”, afirmou.
Sendo assim, Barros conta que a Placar se propôs a discutir, entre outros aspectos, a simulação no futebol e, naturalmente, Neymar virou o personagem principal.
A Placar já esperava uma grande repercussão com a capa da edição de outubro. “Sem dúvidas esperávamos essa repercussão. Quando mexemos com questões sensíveis como essa as pessoas reagem, faz parte do jogo e da democracia”, afirmou Barros. No entanto, ele destaca que, embora o crucificado mais famoso tenha sido Jesus, “Neymar não está retratado como Jesus Cristo, nem de longe”, na fotomontagem feita pela revista em sua capa.
Extraído do Verdade Gospel.

CNBB: Repúdio à capa da Revista Placar

CNBB repudia capa de revista que mostra Neymar como Jesus Cristo


Entidade diz que escolha é ‘perigosa’, em momento de violência no mundo por uso ‘inadequado’ de figuras religiosas.

Capa da revista Placar Foto: Reprodução

BRASÍLIA - A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta sexta-feira uma nota de repúdio sobre o uso de uma foto do jogador de futebol Neymar, do Santos, como Jesus Cristo na cruz, na capa da “Revista Placar”, em sua edição de outubro. A foto, divulgada na quarta-feira, não agradou à entidade. Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, afirmou hoje que a entidade não irá tomar nenhuma medida sobre a escolha da publicação, mas que decidiu manifestar repúdio.
- Uma capa desse estilo é uma agressão à liberdade da torcida - disse d. Steiner. - Nossa preocupação é não deixar passar em branco - afirmou o secretário da CNBB.
Steiner afirmou que a CNBB identificou que foto é uma montagem, e que não sabe Neymar tinha consciência de como a revista iria usar sua imagem e concordou com a escolha da revista.
Em nota, a Confederação afirma que a fotomontagem causou “profunda indignação” e extrapolou os limites da liberdade de expressão. Eles afirmam também que o uso da imagem mostra desrespeito.
“Reconhecemos a liberdade de expressão como princípio fundamental do estado e da convivência democrática, entretanto, que há limites objetivos no seu exercício. A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial”, afirmou a CNBB.
A entidade ainda mencionou os conflitos gerados em países muçulmanos após a divulgação de um vídeo que parodia o profeta Maomé.
“A publicação demonstrou-se, no mínimo, insensível ao recente quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas, prestando, assim, um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças”, afirmou a CNBB, em nota assinada pelo Cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB, e por Steiner.
A imagem escolhida pela revista ilustra uma reportagem “A crucificação de Neymar”, sobre a fama do jogador de tentar cavar faltas, caindo muito em campo, e se tornando “bode expiatório” em um esporte em que isso seria prática comum entre os jogadores.


Fonte: O Globo.


domingo, 23 de setembro de 2012

Sem Religião: Salvador em 3°. lugar


Salvador está em terceiro lugar entre os sem religião

Lúcio Tavora -   Ag. A Tarde
A jornalista Driely, que é casada com o evangélico Eonives, se declara sem religião
A variedade de igrejas, templos, terreiros e a diversidade de crenças conferiram a Salvador o status de cidade marcada pela religiosidade. No entanto, dados do Censo demográfico de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram que a cidade é a terceira capital do Brasil com maior número de pessoas que se declaram sem religião.
Em 2000,  eram cerca de 443 mil. Dez anos depois, 471 mil, o que corresponde a 17,64% da população da capital e a um crescimento de 6,4 %. O índice que ainda supera o percentual baiano e brasileiro.  A capital está atrás apenas de São Paulo, em primeiro lugar, com cerca de 965 mil pessoas, e Rio de Janeiro, com 792 mil. No Brasil, os sem religião já são 8% da população. Na Bahia, este número passou de 1,4 milhão  em 2000  para 1,6 milhão  em 2010, o que corresponde a cerca de 12% de toda a população baiana.
O antropólogo Ordep Serra vê com naturalidade os números apresentados. Para ele, o panorama religioso da Bahia tem mudado com os anos e estes números resultam de uma tendência da atualidade. "Não podemos mais tomar como base as formas de fé do passado, quando existiam perseguições e o preconceito predominava", explicou.
Serra acredita que  ainda hoje  parte da população omita a real religião temendo represálias e preconceito. "Vivemos hoje em um País mais livre, mas existem casos de perseguição religiosa. Muitas pessoas ainda escondem, ou por timidez ou por medo de iniciarem uma discussão a respeito".
Omissão -  O antropólogo afirma ainda que o índice não indica, necessariamente, a falta de religiosidade por parte dos entrevistados na pesquisa. "Muitas pessoas preferem dizer que não têm religião. Outras, até fazem parte de alguma prática religiosa mas não querem ter o compromisso de declarar fidelidade a esta determinada crença", explicou Serra.
Para o professor do Departamento de Antropologia e diretor do Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (Ceao-Ufba), Jocélio Teles dos Santos, os números representam o afastamento das pessoas do modelo tradicional de religião. "Considero um fenômeno da modernidade. Atualmente, pode-se assistir a uma missa, frequentar um terreiro de candomblé, ir a um ritual de umbanda, conhecer um culto na Igreja Evangélica sem estar vinculado a nenhuma destas religiões, sem ser obrigado a segui-las pelo resto da vida", afirmou.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ator Americano diz que recebeu o Espírito Santo



Denzel Washington: leitura diária da Bíblia
Ator cristão de Hollywood diz que sucesso é fruto de sua fé
Em entrevista recente a uma revista norte-americana, o ator Denzel Washington (de “O Livro de Eli” e “Um Grito de Liberdade”), declarou que sua vida mudou radicalmente depois que recebeu o Espírito Santo. Contou também que lê a Bíblia todos os dias, hábito que o ajuda muito em todos os aspectos.

O protagonista de filmes como “Um Anjo em Minha Vida”, “Deja Vu” e “Duelo de Titãs” diz que recebeu o Espírito de Deus durante uma pregação de seu pastor, na igreja que frequenta há mais de 30 anos. Relata que sua vida nunca mais foi a mesma desde aquele dia. Na experiência, que descreve como “tremenda”, relata que já percebeu uma grande diferença nele mesmo, a ponto de declarar à sua mãe o que estava acontecendo naquele momento. “Você está sendo preenchido pelo Espírito Santo, meu filho”, disse ela. Passou a ler a Palavra Sagrada diariamente, hábito do qual não abre mão.

Washington, com 57 anos, começou sua carreira em 1977 e já integrou o elenco de mais de 50 filmes para cinema e televisão, além de ter produzido cinco (“O Livro de Eli” entre eles) e dirigido dois. Ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante em 1989 por seu papel de soldado da Guerra da Secessão em “Tempo de Glória”, em que contracenou com Morgan Freeman e Matthew Broderick. Em 2001, foi a vez do Oscar de melhor ator, por “Dia de Treinamento”. Já foi indicado muitas outras vezes pela Academia de Hollywood e ganhou vários outros importantes prêmios do cinema. É tido pelo público e pela critica especializada como um dos melhores atores da atualidade.

Sempre que possível, o ator declara publicamente sua fé cristã e se considera um homem muito abençoado. Em uma entrevista anterior, ele disse que a espiritualidade influencia todos os aspectos de sua vida, inclusive em sua carreira de sucesso. “Por isso estou onde estou”, revela.


Leilão de Virgindade


Polêmico: brasileira larga os estudos e leiloa sua virgindade na internet

Catarina, 20 anos, natura de Santa Catarina, resolveu leiloar a virgindade na internet, por meio de um documentário australiano. Os lances começaram nesta segunda-feira (17) e já ultrapassam a marca de R$ 200 mil (US$ 100 mil dólares australianos).
Ela sonhava ter a primeira experiência sexual com um grande amor, porém cansou de esperar. A jovem trancou a faculdade de Educação Física para participar do projeto de um documentário chamado Virgins Wanted (Procurando virgens) idealizado pelo diretor australiano Justin Sisely.
“Vejo isso como um negócio. Tenho a oportunidade de viajar, fazer parte de um filme e conseguir uma gratificação com isso”, disse a garota.
O valor do lance vencedor ficará com a estudante, além dos 20 mil dólares australianos (R$ 42,6 mil) que recebeu ao assinar o contrato. O projeto, que enfrenta problemas na Austrália por causa das leis relacionadas à prostituição, teve sua primeiras filmagens no Brasil.
O tal documentário, terá uma hora e meia e contará com a participação de um rapaz russo de 23 anos, que também está leiloando a virgindade.
Os lances estão sendo feitos no site que leva o nome do projeto e para participar os interessaados precisam apresentar exames médicos e fichas policiais. Além disso, os vencedores não podem beijar os virgens, realizar fetiches ou fantasias eróticas, nem usar acessórios durante a atividade sexual.
Ingerir bebida alcoólica também não é permitido. Um certificado de consumação do ato será entregue ao comprador. É proibido convidar outras pessoas para a relação. O leilão termina dia 15 de outubro.
Atualmente o documentário está sendo rodado em Bali, na Indonésia.

Crescimento X Qualidade?

Crescimento evangélico motiva olhares diferenciados

Com base nos números do último Censo, as avaliações sobre ocrescimento  evangélico no Brasil divergem. Eufóricos preveem que em 2020 esse segmento religioso representará 52,2% da população brasileira. Outros situam o teto máximo de crescimento em 35%.
As pessoas têm mais liberdade, hoje, "para escolher e combinar diversas opções em seu próprio cardápio religioso, como num balcão de comida a quilo", uma espécie de "privatização" do religioso. 

Mas só "PAPAI E MAMÃE" e de luz apagada?


Dani Marques

"Além do tradicional 'papai e mamãe', posso fazer amor com meu cônjuge em outras posições?" Esta é mais uma dúvida que paira na mente de muitos cristãos. Não sou eu quem vou dizer o que vocês devem ou não fazer na cama, afinal, "feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova", mas através de alguns esclarecimentos, posso dizer o que estão perdendo. Seguindo a lógica de Romanos 13:8-9, qualquer mandamento se resume ao amor. Ou seja, se pratico o amor, estou cumprindo a lei. Então, não há nada de errado em transar em outras posições se eu deixar de lado o egoísmo e buscar satisfazer o meu cônjuge. Bom, eu poderia terminar o texto aqui, mas acho interessante entrar em alguns outros detalhes.

Um deles é a hipocrisia. Algumas religiões não permitem que o marido veja a esposa nua e vice-versa, inclusive, muitos usam aquele famoso lençol com um buraco no meio para fazer amor. Sem contar os milhares de líderes religiosos que condenam qualquer outra posição sexual que não seja o tradicional "papai e mamãe". E onde entra a hipocrisia? É que muitos desses homens mergulham na masturbação e pornografia para satisfazer seus desejos reprimidos (sem contar os que recorrem à prostituição), e muitas esposas passam a vida inteira fantasiando e sonhando com um sexo de verdade. E o pior: não existe nenhuma justificativa Bíblica para tal comportamento. Muito pelo contrário! O livro de Cânticos, por exemplo, é uma ode ao sexo entre homem e mulher!

A Bíblia é clara quando diz lá em 1 Coríntios 7:4-5 que o meu corpo pertence ao meu esposo e o corpo dele pertence a mim. Ou seja, meu corpo deve satisfazer todas as suas necessidades e o dele, as minhas. Existe coisa melhor do que poder realizar os nossos desejos sexuais com a pessoa que mais amamos? E melhor, sem sentir culpa?
Lembrando que nessa questão também entra a regra do amor: se houver egoísmo e falta de amor, o que era pra ser gostoso vira pecado.

Quando um homem encontra sua mulher e a mulher o seu homem, tudo deveria acontecer na maior naturalidade. O anormal é ver casais que não se amam, não se desejam e não se gostam, transando para “cumprir as Escrituras”, e depois, levantam da cama cheios de culpa, medo e neurose. A Bíblia não conhece pudores dentro de um quarto onde existe amor de verdade. Pecado é a "objetização" do sexo. É praticá-lo sem amor e sem desejo. Aí está o erro, ou melhor, o desperdício!

Sobre as posições sexuais, a verdade é que muitos casais se acomodaram com o tradicional "papai e mamãe". Mas qual é o problema nisso? Nenhum! Se os dois estão satisfeitos e não se interessam por outras posições, sejam felizes! O que não pode é fazer dos seus gostos e desgostos pessoais regra pra vida de ninguém: "Papai e mamãe pode, mulher por cima pode, mas sexo em pé é pecado!" Ah! Faça-me o favor! Esposa, seu marido provavelmente escolherá o "papai e mamãe" cem vezes em cem se perceber a sua satisfação, em vez das posições mais atléticas se suas reações estiverem transmitindo insatisfação.

Mas infelizmente, muito embora esta posição ofereça o maravilhoso benefício do contato face e face e corpo no corpo, ela não proporciona a melhor estimulação para a mulher, a não ser que se façam alguns ajustes para encontrarem o ponto certo: o ponto "G". Como para a grande maioria dos homens a posição sexual não está diretamente relacionada a estimulação que leva ao clímax (ao contrário da mulher), é interessante que você, esposa, teste e sugira algumas posições, até encontrar aquelas que mais te estimulam. Você pode gentilmente assumir o controle da velocidade, da direção, do momento, das posições e da profundidade dos movimentos dele. De modo geral, o homem gosta quando a mulher toma a iniciativa para obter o que deseja. Uma esposa que esteja visivelmente satisfeita com o sexo, é uma das experiências mais excitantes que qualquer homem pode ter!

Existem também aquelas posições que favorecem algumas situações, como quando a esposa está grávida, o marido é muito "bem dotado" (a mulher pode se machucar dependendo da posição) ou o casal está com pressa. Vocês precisam se sentir a vontade dentro do seu "reino", mas a liberdade e intimidade na cama só se conquista quando existe intimidade no relacionamento. A conversa aberta e franca é essencial. Para a maioria dos homens não importa onde e como a esposa quer fazer sexo. Se ela estiver disposta, eles também estarão! Mas para a grande maioria das mulheres não funciona assim. Dependendo do humor feminino, uma posição pode ser ofensiva e outras, acabam com o desejo instantaneamente. Marido, não esqueça que para a mulher o sexo está intrinsecamente ligado à emoção.

E pra finalizar, o seu desejo deve estar no seu cônjuge e não na posição em si. Digo isso porque muitos casais ficam viciados em algumas posições e se esquecem que não é a posição em si que resulta num sexo gratificante, mas sim o que você faz através dela. Se o seu desejo for o de agradar o seu cônjuge, satisfazê-lo e transmitir o amor que sente por ele, até canguru perneta vale! Diversificar as posições é como a cereja do bolo: faz o que já era muito bom ficar ainda mais gostoso! E lembre-se: a melhor posição nunca será substituta de um relacionamento saudável. Sexo tem a ver com a qualidade de toda sua vida amorosa e não com o intrincado alinhamento de seus corpos.

Ah! Só mais um conselho: a não ser que vocês sejam um casal de ginastas, não tentem a lei da gravidade e não abusem da elasticidade, para não correrem o risco de transformar uma linda noite de amor em tragédia!

Tenham um bom sexo!


Publicaod no Genizah.